Central de fake news em MS contra Reinaldo é investigada pela Justiça

Lúcio Borges

A campanha eleitoral em 2018 será marcada pela atuação de “fake news”, as falsas noticiais e versões de assuntos, onde tem escândalo apontado oficialmente nesta quinta-feira (18) em nível nacional, bem como em Mato Grosso do Sul, que também está em disputa de segundo turno. Nesta sexta-feira (19), houve até uma ação da Justiça, que faz buscas para investigar “central de fake news” contra a candidatura do atual governador, Reinaldo Azambuja, que está em busca da reeleição pelo PSDB, contra o candidato do PDT, Odilon de Oliveira. Hoje, o que já vinha sendo apurado em sigilo, fez com que a Justiça Eleitoral revelasse ação para cumprir mandados de busca e apreensão.

Conforme divulgado, os mandados visavam apurar a elaboração e disseminação de notícias falsas contra o candidato tucano, em pelo menos duas supostas “centrais de fake news”, em denúncia da coligação “Avançar com Responsabilidade”, encabeçada pelo PSDB. A ação irregular atuaria sob ordens da campanha do adversário Pedetista, em ambos os locais que seriam na região central de Campo Grande. Os endereços foram alvos da ação, acompanhada pela Polícia Federal, porém em atos cumpridos por oficiais de Justiça, determinado pelo juiz eleitoral Paulo Afonso de Oliveira, da 8ª Zona Eleitoral da Capital.

Os endereços apurados pertenceriam ao publicitário Júlio Cabral, localizados nas Ruas 14 de Julho e Antonina de Castro Vieira. No primeiro, a reportagem apurou que Cabral não se encontrava, não sendo dadas mais informações sobre seu paradeiro, sendo que as equipes de investigação estiveram no local no início da manhã.

O juiz eleitoral, ao deferir o pedido, frisou que não havia documentos oficializando a acusação. Porém, reforçou caber ao juiz eleitoral realizar diligências para apurar e inibir práticas ilegais, com base no poder de polícia. Pela denúncia, há citação de Julio Cabral e os endereços.

A denúncia

A denúncia da coligação “Avançar com Responsabilidade” (PSDB, PSD, PMN, DEM, Patriota, PMB, PP, Pros, PSB, PTB, Solidariedade e PPS), acusou e solicitou providências devido a material digital e impresso falso (fake news) “por pessoas ligadas á campanha do candidato ao Governo do Estado, Odilon de Oliveira, com o objetivo de deturpar a imagem do também candidato, Reinaldo Azambuja”.

Segundo a suspeita sob apuração, após a elaboração do material, se repassava a terceiros para iniciarem o compartilhamento e depois delegam, “para ocultação de provas”.

O pedido visou a apreensão de materiais que comprovem a autoria e materialidade dos fatos narrados, bem como realização de perícia técnica nos computadores que viessem a ser apreendidos para verificar se foram usados para ilícito eleitoral e, a seguir, remessa dos fatos ao Ministério Público Eleitoral para a tomada de providências.

A reportagem procurou a Justiça para maiores informações e também Cabral, como a direção da campanha. Contudo, não obtivemos manifestação de ninguém até a publicação desta reportagem.

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