Caso Olarte e Amorim não se apresentem prisões temporárias podem ser convertidas em preventivas

icO coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), promotor Marcos Alex foi até o Instituto de Criminalística (IC) da Capital na companhia de outros dois promotores para um curso expresso sobre análise de dados de aparelhos de celular.

Peritos do instituto ficaram responsáveis por repassar as técnicas aos promotores. Os 17 celulares apreendidos de vereadores e empresários continuam em poder do Gaeco e, ao que tudo indica, ainda não foram objeto de perícia.

Em decisão de ontem à noite, o Tribunal de Justiça negou pedido do Ministério Público para afastamento dos veradores.

O promotor reagiu a declarações, de vereadores, de que o pedido de afastamento teria sido precipitado. “Se acham que me precipitei é porque sabem que agi antes da hora. Podem aguardar, na hora certa eles terão resposta”, rebateu .

Celulares apreendidos
Celulares apreendidos

Dos 17 celulares e chips que estão no IC, a maioria pertence a vereadores. O vice-prefeito afastado do cargo de prefeito, Gilmar Olarte (PP), e o empresário João Amorim, ambos com prisão decretada pela Justiça e atualmente foragidos, também tiveram equipamentos apreendidos.

Caso a dupla não se apresente, diz Marcos Alex, as prisões temporárias podem ser convertidas em preventivas. A Justiça negou, no entanto, que 17 vereadores fossem afastados dos cargos. “Não desisti do trabalho e desejo sucesso à Polícia Federal”, fazendo referência ao órgão onde corre a Operação Lama Asfáltica, investigação sobre desvio de recursos públicos usada como base para a Coffee Break. Segundo o coordenador do Gaeco, a PF tem mais mecanismos para garantir êxito nas apurações.

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