Caso Adriano: TJ-MS nega volta a prisão de PRF, que permanecerá solto até julgamento

Lúcio Borges

Dia do crime que levou a morte do empresário (Foto: Lúcio Borges)

O PRF (policial rodoviário federal) Ricardo Hyun Su Moon, o Coreia, acusado de matar empresário Adriano Nascimento, continuará em liberdade até ser realizado julgamento final, que inclusive pode ser fora dos tribunais de Campo Grande, como o Página Brazil divulgou no último sábado. A liberdade foi ratificada nesta sexta-feira (19), pelo TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), ao negar recurso do MPE (Ministério Público Estadual) que pedia anulação da decisão que mandou soltar o policial que cometeu o crime em 31 de dezembro de 2016. Além disso, o TJ  rejeitou parcialmente denúncia de que o PRF cometeu fraude processual. O julgamento deve três votos pela rejeição do recurso e um pela aceitação da denúncia.

Os desembargadores, Luiz Claudio Bonassini e Jairo Roberto de Quadros rejeitaram a denúncia e votaram contra o recurso do MPE ante o relator do processo, desembargador Dorival Moreira, que também negou o pedido de prisão preventiva, mas aceitou a hipótese do MPE de que teve fraude processual.

A assessoria de imprensa do TJ, relata que o MPE entrou com pedido para decretar a prisão preventiva do policial e o indiciar também por fraude processual, pois  o promotor do MPE entendeu que o policial tentou induzir o juiz ao erro e prestou declarações falsas. Isto porque Ricardo Moon disse que estava com uniforme completo da PRF no momento da prática do crime, mas ele trocou de roupa.

O magistrado Bonassini, descreveu em sua decisão que “o acusado, além de não ser obrigado a se autoincriminar, pode agir pessoalmente em sua defesa e que ao que o fato teria ocorrido, pela troca de roupa, foi com a ajuda de colegas policiais, pois estaria no momento dos crimes, trajados com a parte farda da PRF. Assim, os outros policiais que o teriam ajudado, sem dúvida, teriam incidido na prática de tal crime, posto que não estavam a se defender e sim auxiliando o acusado a alterar provas contra si”, disse o juiz.

Os casos

Ricardo Hyun Su Moon recebeu liberdade provisória no último dia 31 de janeiro, com base em decisão do  juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete de Almeida. Desde que saiu da cadeia, Moon é rastreado por tornozeleira e trabalha no administrativo da PRF.

O MPE recorreu da decisão apelando para a 3ª Câmara Criminal, mas os desembargadores negaram o pedido.

Adriano Correia do Nascimento (Foto: Reprodução/ Facebook)

O empresário Adriano Correia do Nascimento foi morto por Coreia, no dia 31 de dezembro, no centro de Campo Grande, após uma briga de trânsito, que ocorreu na Avenida Ernesto Geisel, entre a Rua 26 de Agosto e a Avenida Fernando Corrêa da Costa.

A vítima foi atingida por cinco disparos, constatado pela a perícia. O crime aconteceu enquanto vítima e dois amigos retornavam de uma casa noturna onde foram comemorar aniversário.

Informações da perícia criminal apontam que Coreia teria disparado pelo menos oito vezes.

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