Caso Adriano: TJ mantém acusações contra PRF e destrava julgamento

Lúcio Borges

Ricardo Moon durante então reprodução simulada do assassinato de Adriano em janeiro de 2017

O assassinato em briga no trânsito do jovem comerciante Adriano Correia do Nascimento, já passa de um ano e três meses, após ato de violência extrema do do policial rodoviário federal Ricardo Moon. Ele que já virou réu há um ano, mas vem com sua defesa, protelando até o inicio em si de seu julgamento, com recursos diversos, nesta semana teve mais um revês. Moon, agora deve entrar no próximo mês no tribunal do juri, com as acusações graves, que lhe foi imputada e ele estava tentando desqualificar e retirar da pauta de julgamento. O TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou recurso da defesa do policial, por unanimidade, pela 3ª Câmara Criminal, em pedido para que fossem excluída as qualificadoras e o crime fosse somente por homicídio simples.

O caso vem sendo acompanhado pelo Página Brazil, que noticiou que em agosto de 2017, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, determinou que o já réu Moon, mas que recorria da amplitude da acusação do MPE (Ministério Público Estadual), fosse a julgamento por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima na ocorrência que foi em 31 de dezembro de 2016.

As mesmas qualificadoras foram apontadas para a tentativa de homicídio contra outros dois ocupantes da caminhonete conduzida pelo comerciante. As qualificadoras aumentam a pena em caso de condenação. Na sequência, a defesa de Moon entrou com recurso no Tribunal de Justiça, que foi negado. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do policial.

A defesa do policial rodoviário federal alegou já no dia e no decorrer do processo policial, na tese de legítima defesa e pediu absolvição nas denúncias do processo que tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri. A defesa sustentava ainda que Adriano estava embriagado, não queria aguardar a PM (Polícia Militar) e tentou atropelar o policial.

Fechada e tiros

De acordo com o MP/MS o dia 31 de dezembro de 2016, por volta das 5h40, na avenida Ernesto Geisel, esquina com a Rua 26 de Agosto, o acusado matou a Adriano e tentou matar outras duas vítimas. O policial conduzia um veículo Mitsubishi Pajero, enquanto Adriano estava em uma caminhonete Toyota Hilux.

Ainda conforme a denúncia, ao fazer conversão à direita, a vítima não percebeu a proximidade com o veículo do acusado e quase provocou um acidente de trânsito. Em seguida, o acusado abordou as vítimas, descendo de seu veículo, já com uma arma de fogo, dizendo que era policial e chamou reforço.

As vítimas chegaram a descer do carro e solicitaram que o acusado mostrasse sua identificação visto que, pela vestimenta que trajava, não era possível saber se ele era policial rodoviário federal. Diante da recusa do acusado, eles retornaram ao carro e Adriano ligou a caminhonete iniciando manobra para desviar do veículo do acusado que estava impedindo sua passagem.

Quando Adriano iniciou o deslocamento, o policial efetuou disparos na direção dele. Após os disparos, o veículo das vítimas prosseguiu por alguns metros e bateu num poste de iluminação. Adriano foi atingido em vários partes do corpo e morreu no local.

Confusões – O crime no trânsito se desdobrou em várias polêmicas, como o horário de fato em que o policial foi preso, como chegou à delegacia totalmente fardado, se no local do crime usava camiseta listrada. Por fim, dois maçaricos, semelhantes a revólver, foram encontrados na caminhonete do morto, que está apreendida, após duas perícias não ter avistado os objetos.

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