Caso Adriano: Juiz ratifica que provas foram ‘plantadas’ em caminhonete de empresário

Lúcio Borges

Adriano Correia do Nascimento foi morto depois de briga no trânsito 

O ‘caso Adriano’ continua e agora, até outro crime -as provas plantadas no veículo- está sendo “anexado” ao processo, que já deveria ter ido a julgamento, mas não prossegue devido as estratégias da defenda do Policial Rodoviária Federal (PRF) Ricardo Hyum Su Moon, que assassinou o empresário Adriano Correia do Nascimento. O crime da morte foi após briga de trânsito em Campo Grande, no dia 31 de dezembro de 2016, com o policial virando réu em fevereiro deste ano. Mas, na sequência, houve interferências no caso, como tentativas de mudar o rumo do acontecimento com as “plantadas provas no carro de empresário”, como apontou outro processo investigatório da Policia Civil, noticiado pelo Página Brazil, que nesta terça-feira (15), também foi oficializado resultado policial, em sentença aceita pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Almeida.

O magistrado reconheceu e concordou, decidindo que os objetos encontrados no interior da caminhonete do empresário Adriano Correia, foram “provas plantadas” e não estavam lá no momento da perícia. Segundo Garcete, o caso trata de conduta criminosa que já está sendo apurada em inquérito policial distinto. Foram encontrados garrafas plásticas de “Catuaba Duelo” e “Jurubeba Duelo”, além de dois maçarico-flambadores.

O delegado da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, Sérgio Luiz Duarte, afirmou que o inquérito indicou que os flambadores foram plantados. “Já foi constatado, foram ouvidas cerca de 30 pessoas e agora está na fase de diligência para descobrir quem cometeu o possível crime de prova processual”, disse o delegado- presidente do inquérito.

Veja em nossa matéria anterior todo contexto que diz que após a pericia oficial, dois flambadores foram encontradas no veículo do crime, a caminhonete do jovem de 33 anos, que ocasionou uma primeira denúncia sobre erro da perita Karina Rébulla Laitart, do IC-MS (Instituto de Criminalística de Mato Grosso do Sul), que fez os laudos pericial. Contudo, a profissional contrapôs ou fez uma contra-denuncia, apontando que seu colega, que fez a acusação, seria amigo dos advogados do PRF e que teria sido o responsável pela “aparição do material extra”.

Correto………….mas defesa duvida

Para ratificar a questão, o coordenador-Geral adjunto da Coordenadoria Geral de Perícias, José de Anchieta Souza Silva, disse que “Foi comprovado e a instituição apoia a versão da perita de que os flambadores não estavam na caminhonete no momento da perícia”.

Contudo, o advogado René Siufi, que defende Ricardo Su Moon, afirmou que ainda tem dúvidas sobre a ausençia dos flambadores no veículo no momento da perícia e prefere aguardar a sentença de pronúncia e a conclusão do inquérito policial.

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