Caso Adriano: juiz determina prosseguir ação e designação do júri popular para PRF

Lúcio Borges

Cenas do crime contra Adriano (Foto: Lúcio Borges)

O caso da morte do jovem empresário, Adriano Correia do Nascimento, assassinado em 31 de dezembro de 2016, parece que caminhará e chegará ao julgamento do acusado em Campo Grande. O PRF (policial rodoviário federal), Ricardo Hyun Su Moon, o Coreia, terá finalmente o Juri sendo realizado nas próximas semanas ante o que sua defesa vinha usando todos os meios para protelar a ação penal, que já corre a quase dois anos, mas vinha parando e ou tentando encaminhar diferentes ações já determinadas na Justiça. A decisão de prosseguimento de ação e designação do júri popular foi publicado nesta segunda-feira (8).

O juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Almeida, determinou o prosseguimento do processo nº 0001560-71.2017.8.12.0001, com o agendamento da sessão de julgamento de Moon, réu de homicídio de Adriano. A ação penal está em fase de recurso, após o réu ter sido pronunciado para ir a júri popular. No mês de abril, como Página Brazil acompanha caso e publicou, o TJ havia feito uma liberação e prosseguimento da ação, que após teve mais recursos.
Conforme divulgação do TJ-MS (Tribunal de Justiça de MS), na decisão, o juiz esclarece que não tem efeito suspensivo o atual recurso interposto pelo acusado, entre os já diversos que o fez. Ou seja, que impeça o andamento processual, porque o agravo de instrumento interposto contra a decisão que negou a admissibilidade de recurso especial não obsta o andamento da ação.
Adriano Correia do Nascimento (Foto: Reprodução/ Facebook)

A pronúncia foi publicada pelo juiz Garcete em agosto de 2017, sobre a qual houve a interposição de recurso ao TJMS que, por maioria de votos, negou provimento, mantendo a decisão de pronúncia. A defesa do acusado ingressou então com recurso especial, ao qual foi negado seguimento.

Jurisprudência aberta
Como a jurisprudência não impede a realização do júri, após decisão em 2ª instância confirmar a pronúncia, decidiu então o juiz que o processo deve retomar o seu curso regular, com a designação da sessão do tribunal do júri.
A defesa do policial rodoviário federal alegou já no dia e no decorrer do processo policial, na tese de legítima defesa e pediu absolvição nas denúncias do processo que tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri. A defesa sustentava ainda que Adriano estava embriagado, não queria aguardar a PM (Polícia Militar) e tentou atropelar o policial.

O crime: fechada e tiros

De acordo com o MP/MS o dia 31 de dezembro de 2016, por volta das 5h40, na avenida Ernesto Geisel, esquina com a Rua 26 de Agosto, o acusado matou a Adriano e tentou matar outras duas vítimas. O policial conduzia um veículo Mitsubishi Pajero, enquanto Adriano estava em uma caminhonete Toyota Hilux.

Moon durante reprodução simulada do assassinato de Adriano

Ainda conforme a denúncia, ao fazer conversão à direita, a vítima não percebeu a proximidade com o veículo do acusado e quase provocou um acidente de trânsito. Em seguida, o acusado abordou as vítimas, descendo de seu veículo, já com uma arma de fogo, dizendo que era policial e chamou reforço.

As vítimas chegaram a descer do carro e solicitaram que o acusado mostrasse sua identificação visto que, pela vestimenta que trajava, não era possível saber se ele era policial rodoviário federal. Diante da recusa do acusado, eles retornaram ao carro e Adriano ligou a caminhonete iniciando manobra para desviar do veículo do acusado que estava impedindo sua passagem.

Quando Adriano iniciou o deslocamento, o policial efetuou disparos na direção dele. Após os disparos, o veículo das vítimas prosseguiu por alguns metros e bateu num poste de iluminação. Adriano foi atingido em vários partes do corpo e morreu no local.

Confusões – O crime no trânsito se desdobrou em várias polêmicas, como o horário de fato em que o policial foi preso, como chegou à delegacia totalmente fardado, se no local do crime usava camiseta listrada. Por fim, dois maçaricos, semelhantes a revólver, foram encontrados na caminhonete do morto, que está apreendida, após duas perícias não ter avistado os objetos.

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