Caseiro é desmentido e acusado por filho, como sendo o estuprador da mulher de ex-vereador

Lúcio Borges

Rogério (cinza), que acusa o pai do estupro, também pode ter participado do ato (Foto: Elivelton Almeida)

O caseiro Rivelino Mangelo, 45 anos, que planejou e com ajuda de dois filhos e um sobrinho, executou o então patrão, o ex-vereador Cristóvão Silveira e sua esposa Fátima de Jesus Silveira, na tarde da ultima terça-feira (18), também deve ter cometido mais um crime, o estupro da senhora de 56 anos. Nesta sexta-feira (21), um dos filhos, Rogério Nunes Mangelo, 19 anos, afirmou que o pai estuprou Fátima e assim o desmentiu e acusou o genitor do quarto ato criminal ante os já descoberto e confesso latrocínio (roubo, seguido de morte) e duplo homicídio. Contudo, ainda um exame de DNA irá comprovar se a mulher chegou ao final de também ser violentada, devido ‘a queima de arquivo’ com ela tendo sido queimada, até a cintura, além do casal ter sido brutalmente morto a golpes de porrete e facas.

Rivelino, no fim da tarde de quarta-feira (19), quando ele e os filhos, foram apresentados a imprensa pela Polícia Civil, afirmou – como o Página Brazil registrou em vídeo – , que nem sabia que havia ocorrido algum ato sexual e que não teria visto nada do tipo antes ou depois do crime. Naquele dia, ele até falou das mortes do casal, onde confessou que o crime, ao menos para executar Silveira, estava sendo planejada há uma semana por ‘raiva’ do então patrão, dono da chácara onde disse que trabalhava há quatro meses, na rodovia MS 080, saída para Rochedo, onde ocorreu os assassinatos

O filho Rogério, porém, não confirmou se a violência sexual foi antes ou depois de matar a vítima, conforme consta no processo sobre o caso. Os dois, segundo a polícia, são os principais suspeitos de terem praticado o estupro. No entanto, somente laudo, que deve ficar pronto em 30 dias, irá identificar a autoria e apontar este crime de estupro se irá para ‘ficha’ de ambos ou somente do pai, como acusou agora, o filho. A vítima foi encontrada seminua e com parte das pernas queimada. Exame preliminar da perícia identificou que os suspeitos atearam fogo no corpo dela, numa tentativa clara de tentar esconder o crime sexual. Rivelino, segundo informação de amigos da família, já prestava serviços para o casal há pelo menos um ano, sendo há quatro meses contratado para atuar como caseiro na chácara comprada pelo casal. Ele tinha passagem por violência doméstica contra a ex-mulher.

Casal foi morto a facadas por caseiro que contou com ajuda dos filhos – Foto: Reprodução Facebook

O ex-vereador foi morto com golpes de facão o que deixou o rosto dele desfigurado, e a esposa teve parte do corpo queimado para cobrir possíveis rastros do crime de estupro. Ainda não se sabe se o crime teria outra motivação a não ser o roubo. “Mangelo chamou o casal para um galpão, assim que eles chegaram na chácara, ainda no começo da tarde, e lá ele atacou a mulher e o Diogo atacou Silveira. Eles usaram porrete, faca e facão, encontrados depois que confessaram”, mostrou na quarta-feira, o delegado Fabio Peró, titular do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).

Veja vídeo e em nossa matéria anterior outros detalhes apontados pelo delegado. 

Crimes e prisão

Rivelino, e os dois filhos, Rogério e Alberto Nunes Mangelo, 20 anos, estão presos no Garras. Os três foram indiciados por quatro crimes: associação criminosa, estupro, receptação e roubo seguido de morte. Eles passaram por audiência de custódia na manhã de ontem (20) e o juiz converteu em preventiva a prisão em flagrante. Os três devem permanecer em uma das celas do Garras até serem levados para a penitenciária.

No fim da tarde de quarta-feira, como o Página Brazil já noticiou, no momento final da entrevista coletiva, um delegado da PC, anunciou a prisão de outros dois, no município de Corumbá, Diogo André dos Santos Almeida, 21 anos, sobrinho de Mangelo, e outro que não teria sido identificado.

Contudo, o quarto acusado, Diogo André, foi pego após troca de tiros com a polícia de Corumbá, mas, acabou morrendo naquela noite, no hospital da cidade, para onde foi levado, após ser atingido pelos tiros.

O quinto envolvido no crime, identificado apenas como Gabriel, segue foragido e a polícia faz buscas.

Alberto e Gabriel não teriam participação direta na morte das vítimas. Alberto guardou em casa objetos roubados e permitiu que Rogério e Diogo queimasse as roupas sujas de sangue na casa dele. Já Gabriel levaria a caminhonete Mitsubishi L-200, roubada do casal, para a Bolívia.

Os aparelhos celulares encontrados com Rivelino, em que há mensagens e gravações dos autores planejando o crime, foram apreendidos e serão submetidos a exame pericial de degravação dos áudios e mensagens do aplicativo WhatsApp.

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