Casa Branca diz que não vai aceitar ataques da imprensa contra Donald Trump

A Casa Branca prometeu neste domingo (22) combater “com unhas e dentes” os ataques da imprensa que considera injustos contra o presidente norte-americano, Donald Trump, estabelecendo um novo nível de rancor em um relacionamento já tradicionalmente conturbado.

Donald Trump visitou a Cia no sábado (21) CIA/GNews (Foto: Reprodução GloboNews)

Um dia depois do presidente republicano utilizar sua primeira visita às dependências da agência de espionagem dos EUA (CIA) no sábado para acusar a mídia de subestimar o público presente no dia de posse, o chefe de gabinete da Casa Branca Reince Priebus mostrou indignação com as reportagens, referindo-se a elas como “ataques”.

“O ponto não é o tamanho da multidão. O ponto são os ataques e a tentativa de deslegitimar o presidente em um dia. Nós não vamos aceitar isso”, disse Priebus no programa “Fox News Sunday”.

Priebus reclamou de uma reportagem amplamente divulgada na mídia que dizia que o busto de Martin Luther King Jr. havia sido removido da Sala Oval. A matéria na sexta-feira à noite foi rapidamente corrigida, mas Trump chegou a mencionar o nome do repórter no sábado, assim como fez o porta-voz, Sean Spicer, no mesmo dia.

“Nós vamos lutar com unhas e dentes todos os dias”, disse Priebus.

O chefe de gabinete também repetiu as acusações de Spicer dando conta que algumas fotos do público no National Mall (Passeio Nacional) foram manipuladas pela imprensa de modo a parecer que menos pessoas compareceram à posse de Trump na sexta-feira.

As imagens aéreas mostraram que o público da sexta-feira foi menor que o de 2009, quando Barack Obama, primeiro negro a chegar à presidência dos EUA, fez seu juramento.

A inesperada multidão que tomou as ruas na Marcha Feminina de sábado em Washington foi também maior que o público que compareceu à posse de Trump, com o sistema de metrô de Washington registrando 275 mil pessoas utilizando o meio de transporte por volta das 11 da manhã do sábado.

O metrô ainda informou que 193 mil usuários utilizaram o sistema às 11 da manhã da sexta-feira, em comparação com os 513 mil usuários durante a posse de Obama em 2009.

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