Capital terá “Enterro dos Ossos” neste sábado, após avaliação positiva entre prefeitura e entidades

Lúcio Borges

Mesa principal no gabiente do prefeito (Foto: Lúcio Borges)

A divulgada por alguns órgãos de imprensa, de que houve vandalismo e depredação no Carnaval da Esplanada Ferroviária, quase levou ao cancelamento do chamado ‘Enterro dos Ossos’, o último do último dia de Carnaval no centro de Campo Grande, que também se tornou tradicional pela folia na Capital. A prefeitura recebeu algumas pressões, e o prefeito Marcos Trad, até se tinha ‘noticia’ de que iria proibir o evento e com isto,a té refletiria no  fim da festa no próximo ano. Mas, ao convocar uma reunião na manhã desta sexta-feira (8), com os blocos responsáveis – Capivara Blase e Cordão da Valu – e diversas entidades da sociedade civil, viu uma avaliação totalmente diferente e positiva da festa, onde incluiu 172 mil pessoas em quatro dias no local, e a cidade logrou lucros na área cultural, social e econômica.

A opinião ou avaliações dos presentes, entre 30 pessoas, como o presidente da CDL-CG (Câmara de Dirigentes Lojistas), Adelaido Vila; cinco vereadores e o deputado estadual Pedro Kemp (PT); Cruz Vermelha e outras entidades, levou o prefeito a “mudar de opinião”, pois estaria propenso a cancelar a festa. Trad, vendo praticamente um consenso, avalizou e confirmou a realização do  ‘Enterro dos Ossos’, neste sábado (9), das 14 as 22 horas, no espaço da Esplanada.

As falas deixaram claro, bem como até foi feito um pedido pelo prefeito, para que a imprensa mostrasse ou explicasse, que os prejuízos e depredações deixados sim, por meia duzia de vândalos, foi em uma rua adiante da Esplanada Ferroviária, e o lado positivo foi muito maior ou quase que total.  Assim, a decisão foi tomada no fim da manhã de hoje, em reunião entre os membros gestores da Prefeitura, os organizadores dos blocos e representantes de entidades, que foram acompanhados por toda a imprensa da Capital, em todo tempo de cerca de 3 horas de encontro

O chefe do Executivo municipal, lembrou e ratificou que “a festa que encerra o Carnaval será mantida respeitando os acordos firmados no TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre a prefeitura, organizadores dos blocos e MPE (Ministério Público Estadual)”, disse Trad, na presença do deputado Kemp e dos vereadores: Valdir Gomes, Chiquinho Teles, Enfermeiro Fritz, Ademar Santana e João César Mattogrosso.

Organizadores dos blocos de frente e a imprensa em pé (Foto: Lúcio Borges)

Mais planejamento para cuidar de ‘erros’ fora da Esplanada para não culpar festa 

O presidente da CDL em um ‘discurso’ considerado ‘primoroso’ por quase todos, fez uma analise sócio-politico-cultural e econômica, sendo totalmente a favor dos festejos. Mas, ele ressaltou que é preciso investir na Segurança Pública, como uma das soluções para o problema enfrentado em um dia de festa, após seu termino oficial, bem como em certa infraestrutura, sem medo de que não terá algum problema. “Se eu faço uma festa em minha, o que sobra ao final, um lugar com alguma sujeira e algo possivelmente danificado e tem que limpar. Se não quer nada de diferente na casa, nenhum problema..não faz nada e fica sozinho, trancado em casa”, exemplificou Vila.

O representante dos lojistas completou: ”Vimos que a esplanada teve uma ótima organização e nada afetou lá dentro e ocorreu tudo 100%. Recebemos reclamações de logistas que tiveram prejuízos durante a dispersão dos foliões. O CDL e mesmo os lojistas individualmente, são favoráveis a festa, mas é preciso ter atenção com os jovens, que não tem oportunidades, opções e quando tem vem em busca e querem usufruir o quanto possa. Porém, o final ou pós para despedir ou dispersar alguém que está visitando e tem sede de mais evento, lazer e não adianta tentar resolver tudo com bomba e expulsão, mostrar esta fase ante a festa que lhe é oferecida ou veio em busca”, ressaltou Vila

Assim, e após outras dezenas de avaliações positiva, considerando pontuais problemas, foi endossado a manutenção da festa, mas que será alvo de mais uma reunião na tarde desta sexta-feira. Será detalhado alguns pontos para sanar ou minimizar os impactos da realização do evento, como estrutura, segurança, número de banheiros químicos que serão disponibilizados e a fiscalização da venda de bebida alcoólica para menores. ”Como foi nos confirmado hoje, nós já somos o maior Carnaval do Estado em número de pessoas. Agora, com esse planejamento mais detalhado, seremos o maior, o mais seguro e melhor”, disse Trad.

Fim do fim da festa – Um dos pontos principais a ser discutido será a dispersão dos foliões ao final da folia ou da segunda festa na Avenida Calógeras. Uma possibilidade levantada será de isolar o monumento da Maria Fumaça, que teve grades e refletores, e jardim quebradas no último dia de Carnaval. Também será discutida uma possível transferência do ponto de revista da Avenida Calógeras com Mato Grosso para o cruzamento com a Rua Antônio Maria Coelho.

Organização comemora o apoio a vontade popular

A decisão de manter a festa no sábado foi motivo de comemoração para os organizadores dos dois maiores blocos da Capital e uma luz para continuidade e até ainda mais ampliação destas festas e outras pelas cidade. ”Foi uma primeira após tantos anos, que fomos realmente ouvidos e repassamos o sucesso do foi e será este nosso Carnaval, que é da cidade. E a cidade, o poder público tem e parece que viu hoje, que todos tem que apropriar e contribuir que o retorno ja foi  e será para toda cidade. Esse planejamento, ainda para amanhã, apesar de termos já uma organização encaminhada, é necessário e vai ajudar no cronograma da festa do ano que vem”, disse Vitor Samudio, do Capivara Blasé.

Para Silvana Valu, o diálogo entre a organização dos blocos e o poder público é fundamental para a realização de uma boa festa. ”A reunião de hoje foi muito importante. O apoio do poder público será ainda maior e melhor para garantir a realização do evento sem que ocorra nenhum problema”, comemorou.

A segunda reunião foi marcada para 14h, para decidir alguns pontos da festa e será realizada na Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo) com a participação do prefeito Marquinhos Trad, os organizadores dos blocos, representantes da segurança pública, Semadur (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Gestão Urbana). Representantes do Conselho Tutelar e Ministério Público também serão convidados.

Contraponto

O secretário municipal de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja, se comprometeu a participar da reunião na tarde desta sexta-feira para decidir como será o efetivo, mas chegou a questionar se a necessidade da realização da festa. ”Somos nós que arcamos com os problemas”, disse. Ele também levantou o assunto sobre concentrar policiamento no centro e deixar os bairros de lado. ”A prefeitura banca segurança para 30 ou 40 mil pessoas e outros 800 mil? Ficam como?”, questionou.

Participantes 

“Para a decisão não ser unilateral, vou reunir todo mundo para decidir o que vai ser melhor”, disse ontem o prefeito, que hoje encontrou no gabinete do Paço Municipal, além de todos já citados, os representantes do CDL, da  Associação Comercial, Guarda Municipal, Câmara Municipal e Sectur (Secretaria de Cultura e Turismo), com a titular Nilde Brun. Como ainda membros da Cruz Vermelha, grupo Jornalista pela Democracia, Bloco Evoa Baco e Movimentos Sociais.

Foto: Lúcio Borges

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