Capital participa de ação nacional e mobiliza 10 mil contra Reforma da Previdência

Lúcio Borges

Os trabalhadores pelo Brasil, com as Centrais Sindicais, sindicatos e Movimentos Sociais, fizeram pela manhã desta sexta-feira (22) ou ainda farão neste fim de tarde, a primeira grande manifestação contra a atual proposta da Reforma da Previdência, que visa taxar e aumentar o tempo para pedido de aposentadoria da população. Em Campo Grande, o protesto ocorreu por toda a manhã, reunindo cerca de 10 mil profissionais de diversas áreas, conforme a organização local, que tinha a frente conjunto de entidades da Frente Brasil Popular e a maior representatividade da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul).

A mobilização foi o primeiro protesto de 2019, contra a recém apresentada Reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro (PSL), sendo que em anos anteriores, já houve mobilização em propostas do então presidente Michel Temer, que ficaram barradas no Congresso Nacional. A estimativa dos 10 mil trabalhadores às ruas da Capital, levou a paralisação na Educação, que fechou 90% das escolas públicas, conforme estimativa da Fetems. A ação prosperou mesmo com a ameaça do Governo do Estado em descontar o dia parado, como avisou a secretaria de Educação, Maria Cecilia Amendola da Mota.

Assim, em Campo Grande, as principais centrais sindicais, entidades de trabalhadores realizaram a manifestação na Praça do Rádio. No local, os trabalhadores usaram caixão para fazer o enterro simbólico da Reforma da Previdência. Como ainda, como marca, colocaram cerca de 200 cruzes na praça. “Ou enterramos essa proposta de reforma absurda da Previdência Nacional ou vamos a todos sendo enterrados sem ter sido aposentados”, disse Jaime Teixeira, presidente da Fetems, que ressaltou que o ato, marca o início da mobilização permanente contra a reforma.

Professor Jaime Teixeira da Fetems, falou também da ameça da SED

O atual Governo federal, que ainda nem montou direito a administração e já vem amargando alta na reprovação do governo em 80 dias, apresentou o texto ao Congresso e quer prioridade número um. Mas, a proposta tem vários pontos polêmicos. Com a Nova Previdência, a idade mínima para a concessão de aposentadoria passa a ser obrigatória. A idade para mulheres passa de 55 para 62 anos, enquanto a dos homens, de 60 para 65 anos. O benefício social concedido a idosos, doentes e deficientes pobres seria reduzido de um salário mínimo para R$ 400.

Grupo usou caixão para fazer funeral da reforma (Foto: Divulgação)

Movimentar a cidade

Os manifestantes fizeram ainda, o que chamaram de movimentar e alertar toda a cidade, com uma passeata pelas ruas centrais e outro ato público em frente ao Banco do Brasil, na rua 13 de maio com Afonso Pena, para mencionar a divida milionária das grandes empresas e bancos, com a Previdência e a proposta de mercantilização/comercio com a “nova previdência”.

Durante o protesto, em complemento, em frente à Secretaria Estadual de Educação. os professores fizeram um esculacho com a titular da pasta, Maria Cecília Amendola da Motta, que enviou comunicado às escolas ameaçando cortar ponto dos professores. Aliás, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) também se mostrou indignado com a paralisação e reforçou o corte do ponto por um dia.

Mobilizar todo dia

“A partir de agora, as entidades pretende transformar os locais de trabalho em comitê contra a proposta de Bolsonaro”, avisava Jaime Teixeira. Teixeira e os outros organizadores.

Eles lembravam ainda, que o objetivo é pressionar os parlamentares da bancada federal a votar contra a proposta.

De Mato Grosso do Sul, o pacote contaria com apoio integral dos deputados Loester Trutis e Dr. Luiz Ovando, ambos do PSL. Dagoberto Nogueira (PDT) e Vander Loubet (PT) são contra.

Mas, o Estado ainda conta com os deputados federais Bia Cavassa, Beto Pereira e Rose Modesto, o trio do PSDB, e Fábio Trad (PSD). Todos esses ainda não se manifestaram claramente.

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