Capital continua com alta da cesta básica, como em 16 das 18 pesquisadas pelo Dieese

Lúcio Borges

Campo Grande marca nova ou continuo aumento de preço da cesta básica, também no mês de outubro. A Capital neste mês apresentou alta entre as 16 das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de estatísticas e Estudos Socioeconômicos). Os campo-grandenses que usam o pacote como referência de aquisição estão tendo os reajustes dentre um ano, de outubro do ano passado a outubro 2018, bem como em praticamente todos os meses deste ano. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (7), apontando cinco cidades com altas expressivas em primeiros lugares.

A pesquisa divulgada hoje, tem as cidades que apresentaram aumento mais expressivo em Fortaleza com 7,15%, Campo Grande em 7%, Porto Alegre +6,35%, Vitória +6,08% e Rio de Janeiro +6,02%. Já em termos de valores em dinheiro real, apesar de um percentual menor de reajuste, em duas Capitais, a cesta mais cara foi a de Florianópolis, ficando em R$ 450,35, seguida pela de Porto Alegre (R$ 449,89), São Paulo (R$ 446,02) e Rio de Janeiro (R$ 443,69). Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 329,90) e Recife (R$ 330,20).

O período de um ano, coloca Campo Grande, em segundo lugar nos aumentos e em terceira entre os dez meses de 2018. Em 12 meses,  outubro 2017 a outubro 2018, os preços médios do conjunto de alimentos subiram em 15 cidades, com destaque para Florianópolis (8,15%), Campo Grande (7,58%) e Fortaleza (7,02%). Os menores valores médios foram Belém (-1,45%), Goiânia (-1,34%) e São Luís (-1,19%).

No acumulado de meses de 2018, 14 capitais tiveram alta, entre elas Vitória (8,96%), Curitiba (8,40%) e Campo Grande (8,34%). Entre as que registraram queda estão Goiânia (-0,83%, Recife (-0,59%), Natal (-0,39%) e São Luís (-0,23%).

Salário

O Dieese calculou o salário mínimo ideal em outubro, baseado na cesta mais cara, de Florianópolis. O valor mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.783,39, equivalente a 3,97 vezes o salário mínimo atual, de R$ 954. Em setembro, o valor tinha sido estimado em R$ 3.658,39, ou 3,83 vezes o piso mínimo do país.

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