Canadá acolhe passageiros recusados pelos EUA

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, recebeu no sábado (28) os refugiados de guerra mesmo depois que as companhias aéreas canadenses disseram que recusariam passageiros que iriam aos Estados Unidos para cumprir uma proibição de viagem a pessoas de sete países de maioria muçulmana.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, no Parlamento canadense, em Ottawa, em foto de 10 de janeiro (Foto: Reuters/Chris Wattie)

Em tweets postados um dia depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu o período de quatro meses para permitir a entrada de refugiados nos Estados Unidos e proibiu viajantes de sete países, Trudeau disse que os refugiados são bem-vindos no Canadá.

“Para aqueles que fogem da perseguição, do terror e da guerra, os canadenses irão recebê-los, independentemente de sua fé. A diversidade é nossa força #WelcomeToCanada”, disse Trudeau no Twitter.

Um segundo tweet incluiu uma foto de 2015 em que Trudeau dá boas-vindas a um refugiado sírio em um aeroporto canadense.

O gabinete de Trudeau afirmou que as autoridades dos EUA confirmam que titulares de passaportes canadenses, incluindo com dupla cidadania dos sete países, não seriam afetados.

Trump

Em decreto assinado na sexta-feira (27), Trump suspendeu a entrada de refugiados em território americano por pelo menos 120 dias e impôs estritos novos controles durante três meses contra viajantes procedentes de Irã, Iraque, Líbia, Somália, Síria, Sudão e Iêmen.

A proibição da entrada nos Estados Unidos de cidadãos de sete países de maioria muçulmana fez com que entre 100 e 200 estrangeiros fossem barrados em aeroportos, segundo a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, da sigla em inglês).

A juíza federal Ann Donnelly aceitou um pedido da da ACLU para suspender as deportações de refugiados e imigrantes que estão ou chegarão ao país e que tenham vistos válidos.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste sábado (28) que sua ofensiva “muito estrita” contra a imigração vinda de sete países de maioria muçulmana está funcionando “muito bem”, em meio a uma crescente resistência à medida, considerada discriminatória.

O Departamento de Segurança Doméstica dos Estados Unidos informou neste sábado que irá estender a restrição à entrada de imigrantes também aos estrangeiros que tenham autorização de residência permanente no país, os chamados “green cards”.

Com Informações do G1

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