Junho fecha com maior índice de inflação dos últimos oito anos

A inflação de junho de Campo Grande, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), foi de 0,42%, segundo o Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Uniderp. Apesar de menor que o registrado em maio (0,73%), o indicador é o maior da série histórica para o mês de junho desde 2008, quando chegou a 0,74%.

IPC/CG encerrou junho com 0,42%
IPC/CG encerrou junho com 0,42%

“Há oito anos não tínhamos uma inflação tão alta para o período. Com isso, a inflação acumulada em um ano continuou a crescer, atingindo 9,47% e sinalizando que a inflação em 2016 pode não encerrar o ano no patamar de 7%, como espera o governo”, explica o coordenador do Nepes da Uniderp, Celso Correia de Souza.

Os responsáveis pela inflação de junho foram os grupos: Despesas Pessoais, que teve aumento médio de 2,80% na maioria dos seus produtos e serviços, e contribuição para a inflação de 0,25%; Habitação, que sofreu elevação de 0,41%, em média, e contribuição para a inflação de 0,13%; e Vestuário, que registrou acréscimo de 0,90% e contribuição de 0,08% para a inflação.

O grupo Educação permaneceu estável e os grupos Alimentação, Transportes e Saúde tiveram pequenas deflações em seus índices e pequenas contribuições negativas.

Inflação acumulada

A inflação acumulada nos últimos doze meses em Campo Grande aumentou para 9,47%, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5% e do centro da meta, de 4,5%.

O índice, que estava com tendência de queda de fevereiro a abril, voltou a crescer em maio, fato que pode atrapalhar os planos do governo, mas segundo Celso Correia, “a melhora do clima pode favorecer a produção de hortifrutícolas e a inflação do grupo Alimentação pode contribuir para a queda da inflação geral na cidade. O arroz, o feijão e o leite são os produtos que mais preocupam neste momento, devido à elevação de preços, que impacta o bolso do consumidor e colabora com a inflação geral”.

Neste período, as maiores inflações acumuladas ocorreram com os grupos: Alimentação, que registrou 15,71%; Educação, com alta de 12,13%; e Despesas Pessoais, com aumento de 11,68%.

Nos seis primeiros meses do ano, a inflação acumulada de Campo Grande foi de 4,84%. Os maiores índices, por grupo, foram: Educação, com 10,20%, Despesas Pessoais, com 7,05%, Saúde, com 6,65% e Alimentação, com 6,25%.

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