Cambistas e torcedor são detidos e julgados dentro do Itaquerão

Cinco cambistas e um torcedor, detidos neste domingo (31) no Itaquerão, no clássico entre Corinthians e Palmeiras, são os primeiros condenados a cumprirem trabalhos voluntários em instituições públicas após a instalação do Anexo Judicial de Defesa do Torcedor. O clássico, vencido pelo Palmeiras por 2 a 0, foi a primeira a contar com o anexo, criado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 26 de maio.

Foto Divulgação EBC
Foto Divulgação EBC

Os cinco cambistas e o torcedor foram julgados dentro do estádio e sentenciados a cumprirem três meses de trabalho no IML (Instituto Médico Legal) e no Corpo de Bombeiros, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

Os cambistas foram flagrados por investigadores da delegacia móvel da Divisão Especial de Atendimento do Turista. O torcedor do Corinthians foi detido por policiais da Delegacia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva ao atirar objetos no campo e em uma policial.

Com a instalação do novo serviço, as pessoas presas durante os jogos serão julgadas pelo anexo, serviço responsável pelo processo e julgamento de todos os crimes que tenham relação com o futebol ou torcidas organizadas da capital, mesmo que os delitos não ocorram no mesmo dia ou horário das partidas.

Uma delegacia móvel, instalada dentro de um ônibus estacionado em uma das entradas do estádio, autuou os detidos e os encaminhou para o anexo judicial. O ônibus-delegacia já foi usado na Copa do Mundo 2014 e na Fórmula 1.

O esquema especial será colocado em prática nas partidas com grande número de torcedores ou nos jogos em que a polícia considerar a medida necessária.

A prestação de serviço deve ser realizada nos dias de jogos dos times dos torcedores condenados –duas horas antes e duas horas depois das partidas.

“A partir de hoje, o promotor, o juiz e a polícia atuarão juntos, desde a investigação, passando pela prisão e indo até o final, que é a execução da pena”, disse Alexandre de Moraes, secretário da Segurança Pública, que acompanhou a estreia do novo esquema de segurança.

O presidente do Tribunal de Justiça, José Renato Nalini, e o procurador-geral de Justiça do Estado, Márcio Fernando Elias Rosa, também estavam presentes.

Folha.com

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