Sessão da Câmara acaba com agressões físicas e dois feridos

A sessão ordinária esta quinta-feira (5) na Câmara de Vereadores de Campo Grande, acabou em grande confusão, com bate boca e vias de fatos em agressões físicas, onde socos e pontapés deixaram pelo menos duas pessoas feridas, um homem e uma mulher. A briga se iniciou, mas ficou o motivo “em aberto”, pois aconteceu entre grupos contrários e a favor do prefeito, que discutiram sobre a questão do reajuste salarial dos servidores municipais e quanto à ofensa proferida na terça-feira (3), pelo vereador Roberto Durães (PSC), que fez declarações ofensivas a respeito da mãe do prefeito Alcides Bernal, uma senhora de 87 anos. Hoje, ele pediu desculpas e até perdão, solicitando que a direção retire as ofensas dos registros da Casa de Leis.

Os ânimos já estavam exaltados na sessão devido a discurso do presidente do Sisem, Marcos Tabosa, que é adversário político do prefeito, tendo contestação de parte dos servidores presentes. Devido à situação, o presidente da Casa, encerrou a sessão, que não havia completado uma hora. A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) contestou, mas foi voto vencido. O fim dos trabalhos provocou a ira dos servidores, que lotavam a Casa, e ainda mais dos manifestantes contra o vereador Durães, que iriam se pronunciar e foram impedidos.

Assim, a confusão se generalizou e houve as agressões físicas, que geraram novas acusações verbais e que resultaram em registros policiais, conforme a diretora-presidente da Agereg (Agência Municipal de Regulação), Ritva Vieira, que afirmou que deve procurar a Casa da Mulher para registrar o ocorrido. “Nos sentimos duplamente ofendidas como mulher, pela ofensa a mãe do prefeito e pela situação de agora. Eu fui agredida por este pseudo radialista – Elson Pinheiro, que se envolveu no caso e está sendo o principal acusado dos fatos da briga – fui xingada por diversos ‘homens’, chamada de vagabunda, pilantra. Isto é um desrespeito a mulher e a qualquer cidadão. Ele ainda me ameaçou e que no mínimo iria meter a mão na minha cara”, contou Ritva.

A movimentação quanto as ofensas do vereador Durães, se iniciou com um grupo de pelo menos 50 mulheres, que foi a Câmara protestar e registrar pedido de cassação do parlamentar, com mais assinaturas dos presentes, que foram recolhidas para incrementar a representação contra o vereador, por ele ter feito declarações ofensivas a respeito da mãe do prefeito, onde disse que a conhecia “muito bem” e “no silêncio dos edredons”. O grupo relata que foi hostilizados pelos servidores contrários a Bernal e por isso a confusão começou.

Do outro lado

De acordo com assessores, a confusão continuou quando o radialista Elcon Pinheiro fazia uma transmissão ao vivo para a Rádio Difusora, e uma mulher, ligada ao protesto contra o vereador, teria dado uma ‘bolsada’ no profissional, por alguma declaração que ela não teria concordado. Diante da agressão, o profissional teria empurrado a mulher e um terceiro homem entrou na briga dizendo que ele estava “batendo em mulher”.

O terceiro envolvido teria levado um murro do jornalista e saído da casa de leis de ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Elson argumentou que foi empurrado e acabou caindo por cima de uma mulher. Ao cair, ele foi agredido por um homem, identificado pelas testemunhas como do grupo de servidores da prefeitura.

Ele admitiu que revidou. “Eu fui agredido com um soco no nariz e bati nele também, em legítima defesa. Vou registrar um boletim de ocorrência”. Na hora, Élcson.

O homem que o agrediu não quis falar com a imprensa. “Não vou falar com vocês. Mas vou registrar um boletim de ocorrência”, declarou.

As servidoras ligadas a Bernal reclamaram que a Câmara deu fuga para o profissional, que saiu pelos fundos do prédio após a confusão. Com a sessão encerrada, as mulheres permanecem no Legislativo Municipal pedindo que os vereadores assinem a petição para cassar o mandato de Roberto Durães.

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