Câmara cria Comissão de Ética para decidir sobre vereadores investigados

O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, vereador Flávio César (PTdoB) , anunciou na manhã desta terça-feira (8) a criação da Comissão de Ética Permanente no Legislativo Municipal.

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Presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, Flávio César (PTdoB)

A Comissão será integrada por Aírton Araújo (PT), Wanderley Cabeludo (PMDB), Chiquinho Teles (PSD), Professor Rocha (PSDB), e terá como presidente o vereador Herculano Borges (SD).

O presidente explicou que a composição da Comissão Permanente de Ética era prevista em decreto de 2003, mas nunca foi instituída por não constar no regimento interno da casa. A primeira reunião de trabalho do colegiado deve ocorrer após a publicação de sua criação no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), o que está previsto para ocorrer amanhã (9).

A Comissão deve analisar a situação de vereadores investigados na Operação Coffee Break, suspeitos de participar de suposto esquema de corrupção para cassar o prefeito, Alcides Bernal (PP). Este colegiado poderia pedir a abertura de processo interno contra parlamentares, podendo, por exemplo, determinar em afastamento dos cargos.

Nove vereadores são investigados pela Coffee Break, incluindo Mario Cesar (PMDB), afastado da presidência por decisão judicial, e 12 tiveram celulares apreendidos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) – a casa tem 29 parlamentares.

No dia 25 de agosto, véspera do aniversário de Campo Grande, o então presidente, afastado do cargo na ocasião, e os vereadores Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Chocolate (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB) e Jamal Salem (PMDB) foram depor ao Gaeco, na condição de investigados.

Flávio César, Eduardo Romero (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB) tiveram os celulares apreendidos, junto com os demais, além do ex-vereador Alceu Bueno e os empresários João Amorim, João Baird e Fábio Portela, e o vice-prefeito afastado do cargo de prefeito, Gilmar Olarte (PP). Estes últimos cinco também são investigados.

Silvio Ferreira com Jackson Nogueira

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