Caixa amplia parte de financiamento de imóveis para R$ 3 milhões

minha-casaA Caixa Econômica Federal ao que se pensa, não financia somente casas populares ou de um limite de classe média. O banco público também possui um limite de crédito até para residencias consideradas de luxo, que a partir de hoje (25), ainda terá ampliação para R$ 3 milhões ao financiamento destes imóveis. O  anunciou ou efetivação da medida saiu nesta segunda-feira, com a mudança no limite de crédito sendo ampliando na faixa de compra dentro do perfil dessas casas até de luxo, pois o valor dobra ao limite de financiamento em vigor até agora, que era de R$ 1,5 milhão. Como também, as novas regras aumentam ainda o tamanho de cada cota que pode ser adquirida.

Contudo, este patamar não se aplica e não haverá aumento do teto para rendas menores, dentre as novas concessões a partir de hoje. Os mutuários da Caixa, de maior poder aquisitivo, poderão financiar pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) este tipo de imóveis, em até R$ 3 milhões. Essa modalidade de crédito financia imóveis mais caros, sem emprestar dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Assim, a mudança que foi anunciada na semana passada pela instituição financeira afeta somente operações de crédito do SFI.

De acordo com as novas medidas, criadas pela atual gestão do governo interino de Michel Temer (PMDB), para a compra de imóvel novo, construção em terreno próprio, aquisição de terrenos e reforma ou ampliação, a cota passou de 70% para 80%. E além de aumentar o valor total da compra pelo limite de crédito, a Caixa também anunciou, que passará a financiar uma parcela maior do valor por meio do SFI, para imóveis usados. A cota de financiamento ‘os usados’ subiu de 60% para 70% do valor total.

Nas operações contratadas com interveniente quitante, nas quais haverá quitação de financiamento com outra instituição financeira, a cota de financiamento subirá de 50% para 70%. Até o início do ano passado, a Caixa financiava 70% dos imóveis adquiridos pelo SFI. O teto caiu para 40% em maio de 2015 e tinha sido reajustado para 60% em março deste ano.

Sem aumentar o teto para rendas menores

As mudanças que entram em vigor hoje não afetam as operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que financia a compra de imóveis de até R$ 750 mil em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Distrito Federal e de até R$ 650 mil nas demais localidades do país. O SFH financia imóveis com recursos da poupança e do FGTS. O SFI financia unidades de maior valor, com recursos de fundos de pensão, fundos de renda fixa, companhias seguradoras e bancos de investimento.

A mudança nas regras de financiamento habitacional pela Caixa Econômica Federal, que vai permitir a compra de imóveis mais caros, poderá reaquecer o setor imobiliário, que vem sentindo fortemente os impactos da crise financeira nos últimos anos.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, apesar de ser voltada para um mercado mais restrito, a medida é muito bem-vinda para o setor. “Quando se trabalha com financiamento, acaba-se tendo dinheiro mais barato e facilitando-se os negócios. E tem-se um conforto maior”, disse Martins.

As mudanças nas regras de financiamento chegam em “excelente hora”, na avaliação do vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Eduardo Aroeira. Isso porque, segundo ele, as expectativas e o otimismo das pessoas têm melhorado. “Vai auxiliar bastante na compra de imóveis para classes mais elevadas, que vinham sofrendo bastante com a maior dificuldade de financiamento”, observou.

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