Butantan aguarda verba para sorologia de zika

O Instituto Butantan, responsável pelo desenvolvimento da primeira vacina brasileira contra a dengue, ainda não recebeu recursos do governo federal para a última etapa de testes clínicos. As verbas para o desenvolvimento de uma sorologia que permita identificar se um paciente está com zika, dengue ou chicungunha também não foram liberadas. O convênio com o Ministério da Saúde para os dois estudos foi firmado no último dia 22.

Segundo Marcelo de Franco, diretor substituto do instituto, pesquisadores estão usando verbas individuais, que recebiam por outros trabalhos, para não interromper os estudos sobre zika e dengue: —É muito frustrante para quem está pesquisando. Começamos os estudos sem verba, apenas com recursos individuais de pesquisadores, que, somados, dão cerca de R$ 1,5 milhão. O Ministério investiria R$ 30 milhões nas pesquisas de sorologia para zika. Eles cortaram para R$ 8,5 milhões, mas ainda não liberaram o valor. No caso da vacina de dengue, estamos esperando os primeiros R$ 30 milhões, dos R$ 100 milhões prometidos.

DIRETOR CRITICA MINISTÉRIO

A situação levou ontem o diretor do Butantan a acusar o governo federal de não ter liberado “um só tostão” para o programa de pesquisas da entidade. Em entrevista ao “Estado de São Paulo”, Jorge Kalil disse que “Brasil corre o risco de ter de importar” a solução para o surto que afeta o país”. Em janeiro, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse que a vacina contra dengue criada pela empresa francesa Sanofi Pasteur, que teve registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro, é “muito cara” e que o país ainda iria estudar se vai adquirir o produto. Castro disse que o ministério esperava pelos resultados dos últimos testes da vacina criada pelo Instituto Butantan.

O Ministério da Saúde disse ontem que o prazo para liberação de recursos era de um mês, e que as verbas podem ser sair até o próximo dia 22.

via O Globo

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