Britânica é detida ao ler livro sobre cultura síria em avião

Muçulmana, de 27 anos, estava retornando da lua de mel, na Turquia, quando foi detida e interrogada no aeroporto de Doncaster, na Inglaterra

Uma britânica foi detida e interrogada em um aeroporto do Reino Unido com base nas leis de terrorismo depois que um membro da tripulação da Thomson Airways a viu lendo, durante o voo, um livro sobre cultura e arte síria. As informações são do site The Independent .

Faizah Shaheen acha que foi discriminada por causa de sua fé Foto: Faizah Shaheen / Facebook/Reprodução
Faizah Shaheen acha que foi discriminada por causa de sua fé
Foto: Faizah Shaheen / Facebook/Reprodução

Faizah Shaheen, de 27 anos, é muçulmana e estava voltando de sua lua de mel em Marmaris, na Turquia. O caso aconteceu no dia 25 de julho, no aeroporto de Doncaster. Ela estava lendo Syria Speaks: Art and Culture from the Frontline , que é uma coleção de ensaios, contos, poemas, canções, desenhos e fotografias de autores e artistas sírios.

Faizah disse que se sentiu triste e com raiva e acredita que foi discriminada por causa de sua fé. “Eu era completamente inocente. Me fizeram sentir como se fosse culpada. Quando desembarquei, dois policiais se aproximaram de mim, me puxaram e pediram para ver meu passaporte”, contou.

“Perguntei o que estava acontecendo e eles disseram que havia sido denunciada por causa do livro que estava lendo. Fui questionada sobre ataques terroristas. Fiquei muito irritada e chateada. Não conseguia entender como um livro me tornava uma suspeita. Disse aos oficiais que não achava aquilo certo ou aceitável”.

“Me perguntaram no que eu trabalhava e expliquei que lido com crianças e adolescentes com problemas mentais. Ironicamente, uma das minhas funções é identificar jovens vulneráveis e evitar que eles se radicalizem”, explicou.

“Disse aos policiais: ‘na verdade, sou parte da tentativa de combater a radicalização e quebrar esses estereótipos’. Foi uma experiência muito dolorosa. Faço questão de saber se isso ocorreria com um não muçulmano”, finalizou. (TERRA)

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