Bolsonaro incita cobrança a senadores sobre fim de decreto de armas

Lúcio Borges

O presidente Jair Bolsonaro fala para ‘população’ cobrar senadores sobre o fim do decreto de armas, que ele publicou, mas não deve continuar a valer no Brasil. Ele escreveu neste sábado (15), pelo Twitter, sua posição e onde comenta decisão parcialmente tomada e que deve ser ratificada no Plenário do Senado Federal. Na próxima terça-feira (18), deve ser votado o Projeto de Decreto Legislativo que susta/anula o Decreto nº 9.785/2019 , que tem quase dois meses valendo no País.

O chefe do Executivo em sua contumaz exposição pela rede social privada, critica veladamente a decisão e incita/convoca a população ou os interessados para pressionar ou cobrar os Senadores, que querem anular seu decreto, que trata da aquisição, cadastro, registro, a posse, o porte e a comercialização de armas de fogo e de munição e dos sistemas Nacional de Armas e Nacional de Gerenciamento Militar de Armas. Pela CCJ [Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania] já se errubou e muito provável cairá por definitivo no plenário da Casa.

“A CCJ do Senado decidiu revogar nossos decretos sobre CACs [caçadores, atiradores e colecionadores], e posse de armas de fogo. Na terça (18), o PL será votado no plenário. Caso aprovado, perdem os CACs e os bons cidadãos, que dificilmente terão direito de comprar legalmente suas armas. Cobrem os senadores do seu Estado”, escreveu o presidente.

Bolsonaro já havia criticado durante a transmissão ao vivo em sua página no Facebook a decisão da CCJ de rejeitar a iniciativa do Executivo. “Quem está perdendo não sou eu não. Eu tenho porte de arma porque eu sou capitão do Exército. Quem está perdendo é o povo que quer arma”, assinalou.

A CCJ do Senado decidiu revogar nossos decretos sobre CACs e posse de armas de fogo. Na terça (18), o PL será votado no plenário. Caso aprovado, perdem os CACs e os bons cidadãos, que dificilmente terão direito de comprar legalmente suas armas. Cobrem os senadores do seu Estado.

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