Bolsonaro diz não se incomodar com ofensas e dispara polêmicas

Após receber a medalha Tiradentes do Comando da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, o deputador Jair Bolsonaro (PP/RJ), declarou-se honrado com a iniciativa da Corporação e disse não se incomodar com as manifestações contrárias da comunidade GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros), que em frente ao Palácio Tiradentes reuniu manifestantes com faixas que o classificavam como “homofóbico” e “facista”. Bolsonaro declarou que, como parlamentar, “vai continuar defendendo a ideias em que acredita e pelas quais foi eleito e que tudo o que os opositores podem fazer é caluniar e ofendê-lo, algo com que ele já está acostumado”.

Bastante assediado pela imprensa, Bolsonaro produziu uma série de declarações contundentes. Relacionou-se como “um dos poucos parlamentares que não teve o silêncio e a conivência comprados pelo governo Dilma”; defendeu a pena de morte para casos como o lutador Rafael Martinelli Queiroz, de 27 anos, que teria agredido até à morte o engenheiro elétrico, Paulo Cezar de Oliveira, 49 anos, nesta semana em Campo Grande, depois de uma briga com a namorada.

Bolsonaro ainda classificou como graves atentados contra a segurança nacional as declarações recentes do ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, durante manifestação da CUT, sobre convocar “o exército de Stédile”, para combater as recentes manifestações nacionais contra o governo Dilma. João Pedro Stédile, é presidente nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). Em um vídeo recente gravado na Venezuela, durante homenagem ao ex-presidente Hugo Chávez, na presença do atual presidente do país vizinho, Nicolás Maduro, Stédile convocou os venezuelanos a intervirem no Brasil, caso o movimento pró-impeachment de Dilma tenha sucesso. Denunciou ainda que o governo teria aprovado no ano passado a liberação de vistos para imigrantes iranianos. “Para que o governo Dilma está facilitando a entrada de haitianos, africanos, venezuelanos e iranianos no Brasil?”

Silvio Ferreira

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