Bolsonaro anuncia Tereza Cristina ao Ministério após ‘nomeação’ de bancada ruralista

Lúcio Borges

A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), falou hoje pela manhã, que sua indicação ao Ministério da Agricultura era especulação das ‘indicações’ ao novo governo. Contudo, já houve a confirmação de seu nome para compor a esplanda dos ministérios, após a bancada ruralista no Congresso Nacional, indicar na tarde desta terça-feira (7), a parlamentar de Mato Grosso do Sul, para integrar o futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. A aclamação ao seu nome foi durante encontro da bancada com o futuro chefe do Executivo, que pouco depois ratificou em sua rede social, que a Sul-mato-grossense será a ministra da Agricultura.

A confirmação coloca Tereza como a primeira mulher escolhida por Bolsonaro para integrar o governo que começa em 2019. O deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) , já havia confirmado a sugestão, após a indicação ser feita por um grupo de 20 integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). A reunião ocorreu no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete de transição de governo. O Top 20 estaria representando a bancada ruralista no Congresso Nacional, que reúne aproximadamente 260 parlamentares.

Tereza Cristina é a atual presidente da FPA, mas sempre teve uma longa trajetória no setor, que foi eleita e na pratica ao qual defendia no Estado e na Câmara dos Deputados. Engenheira agrônoma e empresária, ela inciou carreira política como prefeita do pequeno município de Terenos, a pouco quilômetros de Campo Grande. Após, foi apadrinhada pelo então governador André Puccinelli (MDB), sendo secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante quase todos os oito anos de governo do Medebista.

Neste ano, Tereza Cristina foi uma das lideranças que defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos no país.

Fusão que seria, talvez não vingue

Durante a campanha e depois de eleito, Bolsonaro fez várias defesas do agronegócio e dos investimentos no campo. Ele chegou a anunciar a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, mas depois afirmou que a questão ainda não está definida.

Ontem (6) o presidente eleito disse que as negociações para a escolha do nome para o Ministério da Agricultura era uma dos mais avançadas e que poderia ser divulgada ainda nesta semana.

Outros futuros Ministros

Jair Bolsonaro já confirmou os nomes de Paulo Guedes, para Economia; Sergio Moro, para Justiça; Onyx Lorenzoni, para Casa Civil; Marcos Pontes, para Ciência e Tecnologia; e o general Augusto Heleno, para o Gabinete de Segurança Institucional.

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu cometário!
Por favor, insira seu nome aqui