Bolívia afirma que vai investir na produção de gás para atender demanda de MS

Jackson Nogueira

O Ministro, de Hidrocarbonetos da Bolívia, Luis Alberto Sánchez, e os governadores de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e de Mato Grosso, Pedro Taques, assinaram nesta sexta-feira (5), memorando para expressar a intenção de ambas as partes para consolidar compra futura de acordos comerciais venda de gás natural boliviano.

Reinaldo Azambuja (à esq.) de Evo Morales  durante reunião na manhã de hoje (Foto: El Mundo)

De acordo com o jornal boliviano El Mundo, o governo do país vizinho irá investir na exploração do gás para atender às demandas dos cinco estados brasileiros. Mato Grosso do Sul e outros estados do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul) – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul –, além de Mato Grosso querem comprar gás diretamente da Bolívia a partir de 2019, quando se encerra o contrato entre a YPFB e a Petrobras.

“Esses entendimentos vai exigir-nos acelerar os investimentos quanto à exploração para assegurar mais recursos de gás para o bem de nossos povos”, disse o presidente Evo Morales, durante a solenidade, ocorrida em Santa Cruz de La Sierra, na sede da YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), empresa que fornece o produto à Petrobras.

O governador Reinaldo Azambuja, disse que o acordo bilateral também fortalece a integração regional. “É tratativa muito importante e o memorando de entendimento, para que possamos avançar esta política de integração entre nossos estados”, disse ele.

Azambuja acrescentou que a Petrobras também será chamado a fazer parte das negociações e salientou que as cinco empresas de distribuição de gás dos cinco estados acima mencionados estão interessados ​​em ser parceiros YPFB. O próximo encontro está marcado para o dia 22 deste mês em Florianópolis (SC).

Os cinco estadosquerem comprar gás diretamente da Bolívia a partir de 2019, quando se encerra o contrato entre a YPFB e a Petrobras.

Por esse contrato, assinado em 1996, o Brasil compra 30,1 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural até até 31 de dezembro de 2019. O contrato pode ser renovado, mas a Petrobras já manifestou intenção de reduzir o volume à metade e elevar a comprar do insumo produzido em território nacional.

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