Boca e Palmeiras escreverão novo capítulo de um duelo histórico

VEJA/JP

Duelos entre Palmeiras e Boca Juniors nas Libertadores de 1994, 2000 e 2018 (Djalma Vassao/AE/Cesar Greco/Palmeiras/Renato Pizzutto/Placar)

Boca Juniors x Palmeiras já se tornou um autêntico clássico do futebol sul-americano. Velhos conhecidos, os gigantes de Argentina e Brasil se reencontram nesta quarta-feira, no primeiro jogo da semifinal da Copa Libertadores de 2018, em La Bombonera, em Buenos Aires, a partir das 21h45 (de Brasília). O clube brasileiro leva vantagem no confronto histórico, mas sofreu diante do Boca algumas de suas derrotas mais dolorosas. Como na final de 2000, o técnico palmeirense nesta noite será Luiz Felipe Scolari, que, em ótimo momento, tentará surpreender o hexacampeão do torneio.

Os dois já se encontraram na primeira fase desta edição. Time com melhor campanha, o Palmeiras empatou com o Boca, em casa, por 1 a 1, e venceu por 2 a 0, na Bombonera, ainda sob o comando de Roger Machado. Em Libertadores, foram oito encontros, com duas vitórias do Palmeiras, uma do Boca e cinco empates. O mais recordado triunfo alviverde aconteceu na primeira fase de 1994: 6 a 1 no Palestra Itália, com show da equipe dirigida por Vanderlei Luxemburgo, até hoje a maior derrota sofrida pelo Boca no torneio.

Mas mesmo sem vitórias, o Boca frustrou duas vezes o Palmeiras em jogos históricos em solo brasileiro. Após empates nos dois jogos, a equipe do craque Juan Román Riquelme, do goleiro Oscar Córdoba e do atacante Guillermo Barros Schelotto, atual treinador do Boca, o time argentino venceu o Palmeiras de Alex na final de 2000, no Morumbi, e na semifinal de 2001, no Palestra Itália. Em ambas, o Palmeiras protestou muito contra a arbitragem.

Em jogos oficiais, os clubes ainda se enfrentaram mais duas vezes, pelas quartas de final da Copa Mercosul de 1998 (vitória brasileira por 3 a 1 em São Paulo e empate em 1 a 1 em Buenos Aires). Somando amistosos, a vantagem do Palmeiras é ainda maior: oito vitórias, 12 empates e apenas três derrotas, em 23 jogos.

Boca, um histórico carrasco brasileiro

Há, no entanto, um fator que assusta o Palmeiras no duelo desta quarta-feira: o retrospecto do Boca Juniors em mata-duelos de mata contra clubes brasileiros. Em 17 confrontos contra brasileiros, o Boca venceu 14 e perdeu apenas três. O clube azul e ouro, que durante a década de 2000 ficou marcado como “bicho-papão” dos brasileiros, já tirou da competição Cruzeiro (3 vezes), Corinthians (2), Palmeiras (2), Grêmio, Flamengo, Santos, Vasco, Fluminense, Paysandu e São Caetano (uma vez). Os três clubes do país que eliminaram o Boca em mata-matas foram o Santos, na decisão de 1963, o Fluminense, na semifinal de 2008, e o Corinthians, na final de 2012.

Prováveis escalações desta quarta-feira:

Boca Juniors: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios e Pérez; Pavón, Zárate e Benedetto. Técnico: Guillermo Barros Schelotto.

Palmeiras: Weverton; Mayke, Antonio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Thiago Santos, Bruno Henrique e Moisés; Dudu, Willian e Borja. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Árbitro: Roberto Tobar (Chile), auxiliado pelos compatriotas Christian Schiemann e Claudio Ríos.

Histórico do confronto em Libertadores

9/3/1994 – Palmeiras 6×1 Boca Juniors, no Palestra Italia – primeira fase

30/3/1994 – Boca Juniors 2×1 Palmeiras, na Bombonera – primeira fase

14/6/2000 – Boca Juniors 2×2 Palmeiras, na Bombonera – final

21/6/2000 – Palmeiras 0x0 Boca Juniors, no Morumbi – final

7/6/2001 – Boca Juniors 2×2 Palmeiras, na Bombonera – semifinal

13/6/2001 – Palmeiras 2×2 Boca Juniors, no Palestra Italia – semifinal

11/4/2018 – Palmeiras 1×1 Boca Juniors, no Allianz Parque – primeira fase

25/4/2018 – Boca Juniors 0x2 Palmeiras, na Bombonera – primeira fase

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