Bernal diz que não vai ceder a criticas e baixarias contra sua administração

Bernal foi vaiado durante evento na manhã desta sexta-feira (11). Foto: Kerolyn Araújo
Bernal foi vaiado durante evento na manhã de sexta-feira (11). (Foto: Kerolyn Araújo)

O prefeito Alcides Bernal voltou a falar sobre a situação financeira da prefeitura de Campo Grande e quanto ao seu modo de administrar, que leva em consideração as ‘pessoas em primeiro lugar’ e que não vai fazer politicagem com assuntos relevantes como a Educação e problemas de vulnerabilidade da população, como ocorre na transferência da favela Cidade de Deus. O recado do chefe do executivo municipal foi dirigido a sindicalistas e a classe política que segundo ele, quer levar tudo ou fazer baixaria até com assuntos de suma importância para o presente e futuro da população da Capital. A fala ocorreu na manhã de hoje (14) em lançamento de um total de 70 sub-projetos que integram o denominado Plano de Ação para Educação da Rede municipal de Ensino – “REME – Todos pelo saber – 2016”.

“Não vou entrar em brigas de ‘rua’, entrar em baixarias. Podem continuar provocando, brigando que vou continuar a administrar para o bem e futuro de nosso município. Se tiver que tomar medidas duras, que não vão ao agrado de todos, vou tomar, com base no real, na realidade que deixaram na prefeitura e no que tem acontecido no País e em nossa cidade. Quero dar exemplo e não estou titubeando ou irei titubear. Estou pensando, trabalhando para a coletividade e decidindo cada coisa, a tudo dentro de uma administração geral e não para grupo”, disse Bernal, em uma das suas falas mais contundentes, ao final do lançamento do Plano.

Dentre estas e outras falas do chefe do Executivo, ocorreram em entrevista à imprensa e mais contundentes na apresentação a cerca de 300 pessoas, dos projetos educativos que serão implementados em 2016, nas 193 escolas e Ceinfs (Centros de Educação Infantil) da Capital. O tom das criticas do prefeito, vieram com o caso da Cidade de Deus e com o Plano, que atribui melhoria geral da qualidade da educação pública municipal, mas não contém ou contempla a remuneração pleiteada pelos professores. A categoria pede reajuste dentro da Lei do índice Nacional do salário dos profissionais, que é devido pela prefeitura, referentes ao ano de 2015 e já o deste ano.

“Campo Grande está voltando a normalidade, mais anda se recuperando do caos que já era feito há anos, mas maquiado e que foi piorado e desnudado com nossa entrada na prefeitura, mas interrompida com a tentativa de retomada criminosa. Estamos superando depois disso, não só os buracos abertos nas ruas, mas a todos os buracos em todas as áreas da administração. Não vamos fazer política eleitoral. Se tivermos que tomar medidas ditas impopulares, vamos tomar. E não vamos fazer, por exemplos, nas escolas nada voltado que não seja educacional e de cidadania aos alunos e comunidade”, apontou Bernal.

Reajuste e favela

O aumento real que a prefeitura deveria cumprir na totalidade, perfaz quase 25% a mais nos proventos dos professores, sendo 13% do ano passado e 11%, que dentro da Lei seriam obrigatórios a serem cumpridos.

“O Plano de Ação REME – Todos pelo saber – 2016 é para acolher a todos. É preciso acolher o aluno, os professores, pais e comunidade em geral. Não vou fazer e permitir política nas escolas. E para nós os professores são valorizados e estamos buscando o máximo, o melhor possível, mas ainda há crise. Ou mesmo pensamos no futuro próximo e em longo prazo, queremos algo real para se poder cumprir hoje e amanhã. Não adianta fazer promessas e dar índice de reajuste que depois se cumpre pela metade, que tem que voltar a renegociar ou não se cumpre”, disse o prefeito à imprensa e foi enfático no discurso do evento.

“O que vocês acham ser transferido de uma área ao lado, dentro de um lixão, para um local normal, com toda infraestrutura, limpo, com água, luz e sendo acima de tudo com um endereço seu e em uma casa de alvenaria que todos iremos levantar. Creio que tudo isso é para uma melhoria, que é para ficar e ser melhor. Mas fizeram disso, por ter havido algum problema, uma batalha ou criticam a ação inicial, sem pensar no real e ou então nas consequências que podem afetar a quem acha que isto não é o melhor. Sem falarmos ou lembrando que estamos fazendo isto por determinação judicial”, finalizou Bernal.

Lúcio Borges

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