Bernal continuará apoiando Dilma caso PP decida sair do governo

78f73ede-d341-4a63-816d-b89e73fc880bO prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, disse nesta quinta-feira (24) que continuará apoiando a presidente Dilma Rousseff, mesmo que seu Partido Progressista (PP), decida sair da base aliada do Governo Federal. A sigla com 52 deputados federal e dois senadores, deve decidir situação em reunião marcada para a próxima quarta-feira (30). O chefe do executivo municipal, que também preside a legenda em Mato Grosso do Sul, aponta que deve pensar na questão institucional, sendo que eles foram eleitos para administrar o País e uma Capital de Estado. Bernal, junto com outros 13 prefeitos, já estiveram reunidos no mês de dezembro, e, entregaram a presidente um documento contra o impeachment.

Bernal, como divulgamos no último sábado, é um vice-presidente nacional do PP e será mais um, mesmo que indiretamente, dentre outros 11 políticos do Estado (oito deputados federal e três senadores), que decidiram o futuro do mandato da presidenta Dilma. Já na semana passada, ele apontava sem afirmar definitivamente, que continuaria dando apoio a Dilma, até porque considera que ela esta passando pelo mesma situação que viveu, em sua cassação na Capital, pela Câmara de Vereadores.

O líder do PP no Estado, porém amenizou a posição, falando em apoio ou respeito pelos cargos que ambos ocupam, mantendo a a relação das instituições. “Acima do partido, devo estar pensando que sou o prefeito de toda a população e devo me portar dentro da institucionalidade. Assim, meu apoio, meu respeito e trabalho deve continuar para agir como prefeito e ela continuar como a presidenta da Republica. Vamos seguir trabalhando, pois não posso partidarizar a administração pública. Sou o gestor e preciso manter o bom relacionamento com o governador, com a presidente e também com outras instituições”, explicou.

Bernal apontou que na reunião que ocorrerá na quarta-feira (30) com todos os membros do PP, ele se posicionará no debate, ponderando sobre o que ocorreu na Capital e dentro dos parâmetros republicanos e da Lei para o Processo que ocorre na Câmara dos Deputados. “Vamos ver e analisar sobre a situação do partido e como vão agir os deputados de nossa legenda, que terão ou tem a decisão final na participação direta do processo no Parlamento”, mencionou.

Apoio já documentado

O prefeito Alcides Bernal, se reuniu em uma segunda-feira, 14 de dezembro do ano passado, com a presidente Dilma Roussef, que no dia completava 68 anos, para entregar um “documento da defesa da democracia”, assinado por 14 prefeitos, contra o pedido de impeachment aceito pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na época a avaliação de Bernal, era que seu posicionamento e dos demais colegas prefeitos, mais do que apoia a presidente Dilma é um gesto de ‘defesa da democracia, de respeito ao resultado das urnas’. O manifesto dos prefeitos diz que “as dificuldades pelas quais passa o Brasil não serão superadas a partir do desrespeito à ordem constitucional. O debate deve se apoiar no resultado das urnas nas últimas eleições”, defendiam os gestores.

Participaram da reunião o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB); de Palmas (TO), Carlos Enrique Franco Amastha (PSB); de Macapá (AP), Clécio Luís Vilhena Vieira (sem partido); de Fortaleza (CE), Roberto Claudio Rodrigues Bezerra (PDT); e de Goiânia (GO), Paulo Garcia (PT), além de Alcides Bernal.

Matéria: Lúcio Borges

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