Bernal chama presidente da Sisem de ‘agente da discórdia’ por ação contra escalonamento do 13º dos servidores

O prefeito Alcides Bernal (PP) chamou de “agente da discórdia” ao presidente do Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Campo Grande (Sisem), Marcos Tabosa, que ingressou com ação na Justiça requerendo o pagamento integral do 13º dos servidores ainda no mês de dezembro.

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Bernal, durante lançamento da campanha municipal de combate ao mosquito Aedes Aegypti – Foto: Silvio Ferreira

Pagamento escalonado do 13º – Na noite desta quinta-feira (03/12) – durante reunião em que foi apresentado um balanço sobre os primeiros 90 dias de administração Alcides Bernal depois de sua recondução ao cargo por decisão judicial – o prefeito anunciou o pagamento do décimo-terceiro de forma escalonada. Inicialmente, no dia 18 de dezembro, para metade dos 17 mil servidores dos servidores municipais e no dia 15 de janeiro para a segunda parte de servidores, que só receberão a partir da viabilização dos recursos esperada pelo pagamento da primeira parcela do IPTU, em 11 de janeiro. Regularmente, a quitação do abono de fim de ano, deveriam ser pagos R$ 95 milhões aos servidores até o dia 20 de dezembro.

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Veículos popularmente conhecidos como “fumacês” que serão utilizados pela Secretaria Municipal de Saúde na pulverização do veneno contra o mosquito  vetor da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus – Foto: Silvio Ferreira

Dia D contra o Aedes Aegypti – A declaração foi feita após o lançamento da campanha municipal de combate ao mosquito, realizada no Mercado Municipal de Campo Grande, quando foram entregues veículos que serão empregados na pulverização de veneno para o combate ao mosquito Aedes Aegypti.

O Aedes Aegypti é vetor da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus – já reconhecido pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como associado à ocorrência de mais de 1.200 casos de microcefalia no país nos últimos meses. De acordo com a Sesau, somente de janeiro a 27 de novembro, o mosquito já foi responsável por 2.684 casos de dengue na Capital.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, “a campanha de combate ao Aedes Aegypti precisa envolver técnicos, profissionais de controle de endemias e a população, que deve contribuiur com a limpeza de terrenos, quintais e eliminação de recipientes que possam acumular água”. Estes locais são os escolhidos pelo mosquito Aedes Aegypti – vetor de tantas doenças – febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus – para se reproduzir.

Falta de medicamentos – Durante o evento o prefeito foi questionado sobre reclamações da população de que estariam faltando medicamentos na Unidades Básicas de Saúde de Campo Grande. “Isso não é verdadeiro. O secretário de saúde, Ivandro Fonseca pode demonstrar isso”, ao que o responsável pela pasta afirmou:

“Nossos estoques têm 80% dos medicamentos necessários. Essa denuncia não é verdadeira. Estamos trabalhando para não prejudicar o abastecimento de medicamentos para a nossa população”.

Silvio Ferreira

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