‘Santo Chico’ da Capital faz lançamento de EP para preparar turnê nacional

Lúcio Borges

Foto promo do EP “Ensaio Sobre a Santidade”

A Campo Grande que parecia ou se propagava ter só o ritmo do sertanejo, tem outras variações da música, que além de nomes mais antigos já consagrado na MPB (Musica Popular Brasileira), promete em breve lançar pelo Brasil uma banda com cinco jovens apaixonados pela música brasileira. A ‘Santo Chico’, com o quinteto que se uniu em 2012 para criar seu próprio som, junta rock’n’roll tropical e ácido, que já se apresentou em festivais e festas pelo Mato Grosso do Sul. Agora, a banda quer e já planejou ‘expandir horizontes’ com  lançamento de seu primeiro EP, intitulado “Ensaio Sobre a Santidade”, que visa abrir as portas para preparar uma turnê nacional. O trabalho contará até com arranjos de músicas de Caetano Veloso e Jorge Ben.

O grupo escolheu o dia 13 de abril, para um show que será no espaço do 21 Bar e Lazer, com participações ainda na celebração, das convidadas bandas Catarse Retrô e Ilez. O EP terá cinco músicas, sendo três composições próprias, ‘Francisco’, ‘Cafeshop’ e ‘Nunca Vi Sorte’”, e dois arranjos de músicas de artistas nacionais que representam grandes influências para a banda, ‘Eu Sou Neguinha’, de Caetano Veloso, e ‘Descobri Que Sou Um Anjo’, de Jorge Ben. “Ensaio Sobre a Santidade,  transmite a essência da banda, a mistura de tudo o que alimenta musicalmente os integrantes e que reverterá em uma identidade própria. O material já foi lançado pela Ampi Produtora nas redes sociais e Streaming, como Spotify, Apple Music e Dezzer. Além disso, o conjunto prepara 5 videoclipes com cenas de ao vivos, misturadas com momentos íntimos e poesias”, menciona o vocalista, Begèt de Lucena.

Begét fala um pouco mais do trabalho, onde enfatiza que cada canção tem sua própria história e identidade. “A primeira, ‘Francisco’ é uma composição minha junto com Rafael Taveira e Luciano Armstrong, do início da banda, que demos novos arranjos e lançaremos como inédita nesse trabalho. ‘Cafeshop’, eu compus para meu último amor. Ela é essa história, que começou num café, musicada. Já ‘Nunca Vi Sorte’ é uma parceria entre mim e Jerry Espíndola”, menciona.

Com seu rock tropical O Santo Chico já realizou show no Festival de Inverno de Bonito e no fim de maio se apresenta no Festival América do Sul (Elis Regina/FCMS)

As músicas para integrarem o EP foram escolhidas com bastante afinco. “Eu Sou Neguinha” representa a força do Brasil multicultural e “Descobri Que Sou Um Anjo”, marca a concepção do divino que o grupo leva para o palco. “Quanto a esses arranjos nós literalmente ‘caotificamos’ o que de mais singelo poderia haver nelas e as deixamos com a cara de nosso rock tropical”, afirma o percussionista Felipe Ceará.

Turnê nacional

Aqui em Mato Grosso do Sul, O Santo Chico já se apresentou no Som da Concha, Festival de Inverno de Bonito, ao lado de artistas regionais e nacionais, como Nação Zumbi, Chicão Castro, Curimba, entre outros. No fim de maio eles fazem show no Festival América do Sul.

Agora a prioridade da banda é alçar voo para fora das fronteiras sul-mato-grossenses aterrissando em novos Estados. A primeira parada será São Paulo, ainda no primeiro semestre deste ano. Eles ainda pretendem emendar shows no Rio de Janeiro ou Minas Gerais. “Vai ser incrível poder compartilhar nosso som e nossa arte com uma galera já tão acostumada a acessar tanta coisa, assim conseguiremos tirar conclusões das expectativas que temos em relação ao público de lá”, comenta Ceará, outro integrante do grupo.

As músicas do EP “Ensaio Sobre a Santidade” podem ser ouvidas através dos links abaixo:
Spotify – https://goo.gl/QqRHz5 – Youtube – https://youtu.be/FE2aoG5hcTQ – Deezer / AppleMusic / Itunes – https://goo.gl/ifyL5p

shows da banda são bastante performáticos e o vocalista Begèt se sente à vontade em cima dos palcos (Daniel Reino/FCMS)

História

O Santo Chico começou em meados de 2012, após uma conversa no terreiro de uma igreja entre Begèt e o baixista Rafael Taveira sobre a vontade mútua de se unir e fazer música a partir das referências que sempre tiveram. “Isso tudo ganhou ainda mais relevância com as propostas dos demais integrantes”, pontua o vocalista.

Segundo ele, o nome do grupo remete ao Brasil interiorano. “Essa força que o próprio rio São Francisco faz varando um sertão com aquele mundaréu de água. Mas vai além disso, abrange também o conceito que a gente leva para o palco de que O Santo Chico é o sexto ali, essa presença constante neste nosso modo de fazer música, de fazer show”.

Shows esses que são bastante performáticos. “Sempre tive essa relação intensa com a música. Estar no palco pra mim é e sempre será o melhor lugar, onde me sinto mais à vontade, pleno. Trazer a poesia e toda essa junção de elementos que nós levamos para o palco em cada show só confirma isso”, reflete Begèt.

Além dele, Rafael e Ceará, ainda integram O Santo Chico Luciano Armstrong, na guitarra e Guilherme Gonçalves (Napa), na bateria.

Santo Chico começou em 2012 e já tocou ao lado de grandes artistas regionais e nacionais, como Curimba e Nação Zumbi (Daniel Reino/FCMS)

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