Banco não libera recursos e produtores começam a deixar animais para ‘eles criarem’

Lúcio Borges

Fotos: Lúcio Borges

Pequenos produtores rurais iniciaram na tarde desta terça-feira (5), um protesto na Agência do Banco do Brasil (BB) na Avenida Coronel Antonino, reivindicando o credito rural a Agricultura Familiar, que alegam não estar sendo liberado há tempos. Um grupo liderado pelo produtor Carlos Sandim, levou pintinhos até a agência para ser deixado no local para que “o banco” passe a criar, já que o mesmo teria recursos, que é destinado para o negócio, mas não libera aos produtores. Os 15 filhotes levados hoje, foram um ‘aviso’ de início de manifesto, que promete voltar na próxima sexta-feira (8), para desembarcar então um contingente maior de animais para que o BB passe a criar, já que os produtores dizem já não poder sustentar, devido à falta de dinheiro esperado em credito de programas do Governo Federal, via banco.

Sandim, que estava acompanhado de uma meia dúzia de manifestantes, falou com gerente da agencia em nome dos presentes e de outras dezenas de produtores, que então foram mencionados e prometeram estar presente na maior manifestação. “Não sou liderança, sou um revoltado com minha situação, que é de demais companheiros da roça, das pequenas criações. Trouxemos hoje esta caixa com os pintinhos para representar a criação e ver se eles que não nos atendem conseguem fazer a cria até na sexta-feira. Na próxima estaremos aqui eu e muitos outros de Jaraguari, Rochedo, Bandeirantes, Ribas do Rio Pardo e São Gabriel do Oeste que estão mobilizados e trarão cada um, dois ou três animais para soltarmos aqui ou eles soltam nossos pedidos”, anunciou o produtor.

O produtor explica que o BB ou o governo promete ou já anunciou montante em créditos, mas que fica só na propaganda, além de fazer aumentar as dívidas dos produtores, tanto com própria instituição, como em outros meios, que eles estão gastando para poderem realizar o projeto de empréstimos. “Estamos buscando custeio, que sustenta a criação, que precisa de um tal projeto, que temos ciência, já fizemos outras vezes, mas temos que fazer a cada pedido ou mudanças. Mas, tudo isto leva tempo e custos, sem liberação sequer da conclusão do Projeto. O meu está há um ano, sem nenhuma resposta. Dia passa, passa e cada vez eles colocam uma desculpa ou mesmo empecilho, que faz irmos e voltar, para mexer a cada folha do projeto”, mencionou Sandim.

O produtor mencionou que a categoria já fez ou faz todo tipo de reclamação e pleito, mas nada anda. Assim, resolveram ‘apelar’, para no mínimo chamar a atenção e agilizar alguma coisa da situação. “Hoje, ainda como um movimento pacifico, viemos dá um aviso. Mas, na sexta-feira, vamos soltar aqui na agência para eles criarem as galinhas, carneiro, porco, que não temos mais conta de criar e vai tudo morrer. Esta é como a maneira que achamos de mostrar nossa revolta, com a falta de recursos e assistência que nos é prometido, que temos que arcar e mesmo pagar/devolver. Contudo, já temos tanto descaso, que é tão grande, que a gente fica duas, três horas sentado no banco e não nos atende”, disse Sandim.

Sandim e Gerente Banco (Fotos: Lúcio Borges)

Resposta Banco é para não maltratar os animais, mas não se refere ao pleito

O gerente da Agência, que não quis se identificar, atendeu o produtor e a imprensa, mas apenas para explicar a primeira situação. “Não estou autorizado a falar, quem faz isto com a imprensa principalmente é a Superintendência regional. Mas, o que já pedi ao senhor –Sandim-  é que não adianta ou será um maltrato deixar os animais jogados lá. E quanto aos casos de atendimento, iremos analisar agora o caso dele”, disse.

O responsável daquela agência ainda mencionou que no local tem sim atendimento especializado ao pequeno produtor da Agricultura Familiar. “Temos sim o atendimento local e somente para este público. Se ele está falando do dia-a-dia temos que ver, que  é uma questão dele”, mencionou.

Contudo, o gerente foi desmentido ou contrariado pelo Produtor na mesma fala, até o interrompendo.

“Não há ou se há fica no papel, em um atendimento para centenas. Aqui está a prova, que já mostrei para o senhores –imprensa-  senha que diz mesas 12 a 19, mas cheguei a horas e não tinha ninguém. Agora, como oturas vezes, é um atendendo para dar as mesmas respostas ou nos pedir cada dia mais documentos ou outros documentos para trocar , até porque dizem que já venceu, de tanto tempo de espera, que temos que retornar e novamente perder aquele dia”, disse Sandim.*

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