Bancários rejeitam proposta e greve começa dia 6 de outubro

Em assembleia no início da noite desta quinta-feira (1º, os bancários de Mato Grosso do Sul rejeitam proposta de 5, 5% da Fenaban e greve nos bancos começa dia 06 de outubro. A Categoria está em campanha salarial desde o último mês de agosto, mas não aconteceram grandes avanços nas negociações com a classe patronal.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A categoria rejeitou por unanimidade a proposta de reajuste abaixo da inflação feita pela federação dos bancos que previa além dos 5,5% de reajuste , R$ 2.500 de abono fixo. A categoria pede reajuste salarial de 16%, sendo 5,6% de aumento real e 9,88% referentes à perda da inflação.

Pelos cálculos do Sindicato dos Bancários, a “perda real de 4%” significa que um bancário que recebe o salário médio da categoria iria perder no ano R$ 1.983 em relação a uma proposta que apenas cobrisse a inflação. A categoria recebeu aumento real de 20,07% no período entre 2004 e 2014. No ano passado, foram 2,02% acima da inflação.

Já a Federação Nacional de Bancos informou por nota que “a proposta visa compensar perdas decorrentes da inflação passada, sem contaminar os índices futuros, o que iria contra os esforços do governo para reequilibrar os fundamentos macroeconômicos”. O documento destaca que a proposta da federação mantém o poder de compra médio da categoria nos últimos doze meses e que, desde 2004, houve um processo de aumento real dos salários dos bancários sem interrupção.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso do Sul, Edvaldo Barros, que participou da assembleia em Campo Grande, a categoria está indignada com a proposta apresentada. “Os bancos com seus lucros astronômicos estão ofendendo os seus empregados com essa proposta, que sequer repõe a inflação. Eles estão jogando a categoria para a greve”, critica Generoso.

Conforme o sindicalista, somente a inflação foi 9.88% e eles querem repassar a metade do INPC. Os trabalhadores reivindicam 16% de aumento (reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.299,66 em junho), PLR de três salários mais R$ 7.246,82, defesa do emprego e fim da terceirização na Campanha Nacional Unificada 2015. A pauta foi entregue pelo Comando Nacional dos Bancários à Federação dos Bancos (Fenaban), no último dia 11.

Comentários

comentários