“Bala não é moeda, o consumidor deve exigir seus direitos”, reforça superintendente do Procon/MS

Nádia Nicolau

O titular da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS), Marcelo Salomão, participou hoje (14) do programa Tribuna Livre, da Capital FM.

Durante entrevista Salomão disse que, especialmente nos últimos três meses, tem aumentado o número de reclamações da população em relação ao transporte coletivo de Campo Grande. “Constatamos atrasos, o telefone 0800 da empresa não funciona e há falta de acessibilidade em alguns ônibus”, afirmou.

Ainda sobre questões que envolvem trânsito, Marcelo Salomão comentou que um dos problemas mais graves da cidade é a questão da mobilidade urbana, que simplesmente já não está mais comportando o volume de veículos da Capital. “O sonho de todo campo-grandense é conquistar seu carro e sua moto para se locomover, no entanto a população tem que ser incentivada a utilizar o transporte público”.

Mas para que isso seja uma realidade, o superintendente do Procon estadual frisa que a frota tem que prestar o mínimo necessário para o conforto dos passageiros, já que existe uma relação de consumo e, por isso, os serviços oferecidos devem estar de acordo com o contrato.

Fiscalizações

Recentemente, o Procon esteve em farmácias da cidade para fiscalizações. Ação conjunta com a Decon (Delegacia de Defesa do Consumidor) resultou na suspensão de atividades de uma farmácia e autuação de outro estabelecimento do gênero. Ambos tinham diversas irregularidades.

“Foi uma das piores fiscalizações, nunca tinha visto aquilo. Haviam números raspados dos produtos, falsificação de receitas, medicamentos vencidos, encontramos também carimbo de seis médicos”, destacou Marcelo.

Nessa operação, por conta da grande quantidade de produtos recolhidos, os fiscais do Procon levaram quatro dias catalogando tudo o que estava vencido e/ou adulterado e impróprios para consumo.

Os estabelecimentos tiveram o funcionamento suspenso e o responsável chegou a ser preso em flagrante, mas pagou fiança e agora responde em liberdade. Está em tramitação um processo judicial na justiça.

Salomão lembrou ressaltou que o Procon fiscaliza todos os tipos de estabelecimentos comerciais dos bairros e do centro, e os principais registros encontrados durante as ações são: produtos vencidos e divergências de preços.

“Bala não é moeda”

O superintendente do Procon fez um alerta sobre aquela velha história da falta de troco quando, por exemplo, um produto anunciado custa 7, 99 centavos. “Bala não é moeda. Isso é uma estratégia de marketing. Às vezes o consumidor fica constrangido, mas deve exigir, é obrigação do estabelecimento providenciar o troco”, finalizou.

Serviço: Para quem quiser fazer denúncias, ligue no 151 ou (67) 3316-9806. Há também o site: http://www.procon.ms.gov.br/fale-conosco/

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