Avião presidencial chega em Dourados para preparar vinda de Dilma

O avião da presidência da República aterrissou esta manhã no Aeroporto Francisco de Mattos Pereira, em Dourados. A aeronave trouxe a equipe com dezenas de funcionários do Planalto, responsáveis pela segurança da presidente Dilma Rousseff que estará na cidade, na próxima segunda-feira, para vistoriar o projeto do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), na sede da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada.

Avião presidencial em imagem de arquivo - Foto: Divulgação
Avião presidencial em imagem de arquivo – Foto: Divulgação

A chegada de Dilma está prevista para às 15h50 do dia 21 de dezembro. Em julho deste ano, o então presidente da República em exercício, Michel Temer, vistoriou as instalações do Sisfron. No dia 6 de dezembro, foi a vez do ministro da Defesa Aldo Rebelo.

O projeto-piloto do Sisfron está instalado na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados. Nesses três anos deveriam ser investidos, conforme o cronograma, cerca de R$ 3 bilhões, mas apenas metade foi aplicados, de acordo com o comandante da Brigada Guaicurus, Coronel Rui Matsuda. “Não sabemos se esses recursos serão mantidos, se vai aumentar ou diminuir”, disse ele.

O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas confirmou que a execução de projetos estratégicos do Exército brasileiro está ameaçada por causa dos cortes orçamentários. Segundo ele, o que mais preocupa é o Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron). Planejado para ser implantado ao longo de dez anos, os investimentos começaram há dois anos, mas dos R$ 10 bilhões previstos, apenas 7,2% foram aplicados até agora.

O Sisfron vai monitorar quase 17 mil quilômetros de fronteiras, 27% do território nacional e quando estiver em pleno funcionamento não ficará restrito às Forças Armadas. A ferramenta desenvolvida para coibir especialmente o tráfico de drogas e armas, por meio de um sistema de inteligência de comando e controle e integração de operações, também estará à disposição da Polícia Federal, secretarias de Segurança Pública dos estados, Força Nacional de Segurança Pública, além de órgãos ambientais, de vigilância sanitária e de defesa indígena.

“Temos 17 mil quilômetros de fronteiras com países produtores de cocaína e maconha. A Polícia Federal estima que 80% da criminalidade urbana está ligada direta ou indiretamente à droga. Aqueles arrastões que nós vimos no Rio de Janeiro, no último fim de semana, aqueles meninos que estão ali furtando um celular ou alguma outra coisa, com certeza é para trocar por droga. Temos que pensar seriamente nessa questão do narcotráfico. É um problema seríssimo, que está sem visibilidade. Estão descoordenados os órgãos federais que têm responsabilidade sobre isso”, disse o general Villas Bôas, ao participar de uma audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado na última quinta-feira (24).

Além do Sisfron, outros projetos estão atrasados. O de defesa cibernética deveria ter ficado pronto no ano passado, mas agora tem previsão para 2017.“Para vocês terem uma ideia, na Copa do Mundo foram neutralizados 756 ataques cibernéticos contra os sistemas que estavam sendo utilizados diretamente. No Brasil, ocorre, mais ou menos, 1,6 milhão de ataques a sistema cibernético por ano; 51% são contra sites do governo. Temos aí 25 empresas envolvidas, vamos proporcionar segurança de rede, visando proporcionar a capacitação para setores cibernéticos e visando, principalmente, a segurança das infraestruturas críticas. O setor elétrico, por exemplo, vocês imaginam um blecaute no país provocado por um ataque ao sistema elétrico?”, disse o militar.

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