Aumento do IPTU por decreto gera enxurrada de críticas a Bernal na Câmara

O aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Campo Grande, por decreto do prefeito Alcides Bernal (PP) de 9,58% – relativo à inflação oficial de 2014, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-Especial (IPCA-E) -, gerou uma enxurrada de críticas na sessão da Câmara Municipal desta quinta-feira (5).

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De acordo com o vereador Airton Araújo (PT), “se a realidade da necessidade de se ajustar impostos e tarifas públicas existe, por outro lado, com a atitude do decreto, o prefeito demonstrou mais uma vez que acredita que pode administrar Campo Grande sozinho.”

Mas a tônica dos discursos em reação ao decreto do prefeito não foi tão branda: “Como aumentar um imposto, cujos recursos deveriam ser destinados a serviços que não estão sendo prestados?”, considerou o vereador Chiquinho Telles, que falou da “falta de prestação de serviços básicos como manutenção de vias públicas.”

Telles – que foi comunicado durante a sessão da Câmara desta quinta (5), sobre publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), sobre sua indicação para a comissão de obras públicas, – disparou: “Ser indicado para a comissão, com o secretário [de obras] que está aí, que não sabe nem onde ficam as Moreninhas, não adianta nada”, referindo-se ao secretário municipal de obras, Hamilton.

“Ele não é engenheiro e a culpa não é dele, é de quem o escolheu para o cargo. Já em duas audiências públicas não trouxe as respostas que solicitamos sobre as obras do município, então eu defendo: se isso continuar acontecendo, temos que abrir a CPI das Obras Públicas Paradas na capital.”

Silvio Ferreira

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