Atrasada, colheita da soja ainda enfrenta previsão de chuva em MS

Técnicos do Siga-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) apuraram os produtores rurais de Mato Grosso do Sul colheram ao menos 822.385,38 hectares de soja até sexta-feira (26), o equivalente a 23,3% dos 3,529 milhões hectares cultivados na safra 2020/21.

Não bastasse as máquinas terem avançado por uma área até agora 22,20% menor no comparativo com o mesmo período do ciclo anterior, há previsão de chuva para todas regiões do Estado nesta semana, o que pode atrapalhar ainda mais a colheita da oleaginosa.

São mencionados o Agritempo, segundo o qual de 2 e 5 de março pode chover no máximo 60 milímetros, e o modelo do COLA (Center for Ocean-Land-Atmosphere Studies), informando que “a previsão do tempo estendida indica que nos próximos 15 dias, há possibilidade de chuva em todo estado”.

Essas informações constam no mais recente boletim Casa Rural divulgado pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). Apesar das adversidades climáticas, a entidade mantém as projeções de produtividade média de 53 sacas por hectare e produção de 11,222 milhões de toneladas. O otimismo decorre da constatação de que 92% das lavouras sul-mato-grossenses estão em boas condições, 7% regulares e apenas 1% ruim.

De acordo com o Siga-MS, “para um cultivo ser classificado como ‘ruim’, deve apresentar diversos critérios negativos, como alta infestação pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas de stand, desfolhas, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, dentre outros defeitos que causem a perda produtiva em alto potencial”.

Já na classificação “regular”, “encontra-se plantas que apresentam poucas moléstias por pragas, stand razoável e pequenos amarelamentos das plantas em desenvolvimento” e o cultivo classificado como bom “não apresenta nenhuma das características anteriores, possuindo plantas viçosas e que garantem uma boa produtividade”.

Entre as regiões do Estado, a sul está com a colheita da soja mais avançada, com média de 23,6%, enquanto a centro tem 23,4% e a norte 22,2%. Douradina e Itaporã têm os trabalhos mais perto do fim, acima de 50%.

O boletim Casa Rural cita ainda levantamento realizado pela Granos Corretora segundo o qual, até 23 de fevereiro, o Mato Grosso do Sul já havia comercializado 62,00% da safra 2020/21, índice 6% inferior quando comparado a igual período do ciclo passado. No entanto, de 19 de fevereiro a 1º de março o preço médio da saca de 60 quilos atingiu o maior valor nominal, chegando a R$ 154,00 nas praças de Campo Grande e Dourados.