Athayde e Rede dão pontapé inicial para formalização de aliança

O pré-candidato do PPS à prefeitura de Campo Grande, Athayde Nery, e representantes da Rede formalizaram nesta terça-feira (21) o que pode ser o primeiro passo para o surgimento de uma aliança que, consolidada lá na frente, poderá se tornar uma alternativa altamente viável para a disputa da sucessão municipal.

Athayde em reunião com a Rede nesta terça
Athayde em reunião com a Rede nesta terça

Na reunião desta terça, as duas partes elaboraram uma agenda conjunta que, a partir da próxima semana, vai servir para ajustar os discursos das duas legendas com vistas à formatação de um programa de governo conjunto e único visando à disputa eleitoral.

Sem se desfazer de suas atuais pré-candidaturas majoritárias, os dois partidos definiram que, até o final deste mês, vão trabalhar para definir as linhas gerais de um programa que, mais adiante, poderá ser usado conjuntamente para fortalecer uma candidatura definida por consenso entre as duas partes.

O programa de governo único pretendido pelas duas partes terá como base o Movimento Campo Grande de Todos Nós, cujo texto acaba de ser finalizado pelo PPS e que deverá ter incluídas sugestões originadas da Rede.

A primeira reunião de trabalho das duas siglas visando o fechamento da aliança foi agendada para a próxima segunda-feira (27). A reunião será uma prévia de um segundo encontro já agendado para o dia 30 deste mês, quando então o programa de governo mútuo deverá ser apresentado à sociedade.

“Temos mais pontos em comum do que divergentes, o que deve culminar, lá na frente, com a consolidação da aliança entre os dois partidos”, afirma Athayde Nery.

Para o pré-candidato do PPS, a coligação formada pelas duas legendas, se consolidada, representará o surgimento de um projeto político alternativo e altamente viável para a Capital, com chances bastante reais de ser absorvido pelo eleitor e, de quebra, com possibilidades enormes de sair vencedor nas urnas em outubro.

Athayde lembra que, a partir da consolidação da aliança, outras legendas devem ser convidadas para integrar a coligação, com o objetivo de deixar mais robusto o grupo político.

Ele ressalta que partidos de conceitos similares aos do PPS e Rede poderão fazer parte desse projeto que, na sua definição, servirá para “recuperar o diálogo permanente entre a população e poder público”.

O pré-candidato acentua que uma infinidade de fatores convergem para que a aliança se consolide. A começar, segundo ele, pela proximidade de conceitos defendidos pelas duas siglas, especialmente na seara da gestão pública, onde os dois lados defendem uma administração mais transparente e compartilhada e onde a população é levada a participar diretamente das decisões do gestor municipal.

Athayde assinala que a aliança partidária já recebeu o aval das direções nacional, estadual e municipal das duas legendas e tem como trunfo o fato de os dois partidos estarem representados, nacionalmente, por grandes expoentes da política brasileira, como o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, o senador Cristovam Buarque (PPS) e a ex-presidenciável Marina Silva (Rede).

“São nomes com muita aceitação entre o eleitor campo-grandense, o que, por si só, nos deixa muito bem situados na relação com os adversários”, observa Athayde. Ele lembra que Marina Silva teve uma votação esmagadora em 2014 na Capital, na disputa pela sucessão de Dilma Rousseff.

Athayde também recorda que fez campanha aberta para Marina Silva nas eleições de 2014 na Capital. “Meu comitê foi batizado de “Casa de Marina”. Além do que, fixei no local um grande outdoor com a imagem da então presidenciável”, lembra.

Dirigentes otimistas

A aliança “costurada” pelo PPS e a Rede também trouxe entusiasmo à presidente estadual da Rede, Neide Herrero. Ela sugere que o alinhamento das duas siglas, visando à disputa da sucessão municipal, cria a possibilidade de o eleitor da Capital vir a poder contar com um projeto de governo de caráter extremamente consistente e que aponta para mudanças bastante significativas na forma de se administrar a cidade.

Ela entende que o alinhamento de ideias entre as duas siglas é consistente, generoso e democrático, o que pode contribuir para a consolidação da aliança. E ressalta que a similaridade de ideias e a defesa de projetos factíveis e sólidos pelas duas legendas são fatores preponderantes para a coligação ser fechada.

A aliança entre os dois partidos também é vista com otimismo pelos presidentes municipais do PPS e da Rede, Ricardo Maia e Ricardo Gomes, respectivamente. Ambos igualmente apontam os projetos em comum defendidos pelas duas siglas, para a Capital, como um fator decisivo para que a coligação se consolide.

“Temos convergências em vários pontos, além de contarmos, no caso do PPS, com uma pré-candidatura leve, com boa musculatura política e sem comprometimento com ilegalidades no serviço público, por exemplo. Essa junção de fatores é fundamental para que o projeto mútuo pretendido pelas duas siglas seja consolidado”, avalia o dirigente do PPS.

O dirigente municipal da Rede, Ricardo Gomes, lembra que a aliança com o PPS já vinha sendo debatida no núcleo do seu partido e sua consolidação ficou mais evidente depois que os dirigentes da Rede conheceram, nesta terça, o projeto de governo de Athayde Nery. Na reunião desta terça, o pré-candidato do PPS elencou sua experiência nas áreas política, sindical e profissional, além de deixar claros os objetivos do PPS com relação ao projeto para a disputa da prefeitura da Capital.

“Nossos programas têm muitas convergências quanto aos objetivos a serem alcançados e a ideia de aliança nos entusiasma muito. Daqui para frente vamos trabalhar para que a coligação seja fortalecida e, lá no final, se concretize”, diz.

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