Associação Comercial apresenta manifesto contra aumento de impostos estaduais

Em entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira, dia 30, na sede da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), os representantes da entidade apresentaram um manifesto contra o aumento da carga tributária em Mato Grosso do Sul. De acordo com a ACICG, “o reajuste fiscal proposto pelo governo prevê um aumento de R$ 296 milhões ao ano na receita, em decorrência da elevação de 25% para 27% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das bebidas alcoólicas, de 17% para 20% nos refrigerantes e cosméticos, além de 28% sobre fumos, cigarros e produtos derivados, produtos considerados supérfluos.”

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João Carlos Polidoro da Silva, presidente da ACICG, explicou que “o movimento não é contrário ao governo do Estado, que inclusive é parceiro da associação em inúmeras iniciativas, mas expressa a impossibilidade de concordarmos com a proposta do Executivo estadual de aumentar ainda mais a carga tributária, que hoje já se aproxima a 50% de tudo o que se produz. Defendemos que sejam adotadas outras medidas que não sejam o aumento de impostos, pois a população está cansada de pagar o preço pela crise política que estamos vivendo”, garantiu.

Segundo Polidoro, “o comércio só perderá com mais uma alta de tributos. Nós já temos nos empenhado em promover campanhas como a de Natal, para que consumidores regularizem suas dívidas e voltem à consumir, para minimizar às dificuldades que já prevemos para a principal data do comércio, que já sabemos, será muito difícil. Com uma proposta de aumento de impostos então, os prejuízos serão ainda maiores.”

Para o presidente da associação, “há outras alternativas, como tornar mais eficaz a cobrança de impostos, para que quem está na informalidade, saia dela. Que sejam adotadas, por exemplo, ações semelhantes à nota fiscal paulista [em que o consumidor passa a exigir a emissão dos cupons fiscais para – ao final de determinado período – trocá-los por produtos e serviços] o que garante o aumento da arrecadação e da formalidade nas transações comerciais e de serviços. Mas somos contrários a qualquer tipo de aumento de imposto, pois a população não pode continuar arcando com mais custos diante do atual cenário econômico do País”, conclui.

Silvio Ferreira

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