Assembleia Legislativa é cercada com grades para impedir protestos de servidores no Rio

Poucos dias após os protestos de servidores contra o pacote de medidas do Governo do Rio de Janeiro para combate à crise no Estado, o prédio da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foi cercada neste domingo (13). Três carros da Polícia Militar também faziam o patrulhamento na frente do prédio. A sede do Legislativo chegou a ser invadida por manifestantes durante protesto na última terça-feira.

Grades foram colocadas em volta do prédio da Assembleia neste domingo (13).
Grades foram colocadas em volta do prédio da Assembleia neste domingo (13).

O pedido foi feito na sexta-feira (11) pela Secretaria de Segurança e pelo comando da Polícia Militar à Alerj, que autorizou. A informação foi dada em nota da própria Assembleia.

As grades foram colocadas em volta de todo o Palácio Tiradentes, três dias antes de começo da discussão das medidas para sanear as finanças do estado, na próxima quarta-feira (16).

No dia da discussão do pacote, o presidente da casa, Jorge Picciani (PMDB-RJ) vai receber representantes de seis sindicatos. O encontro está marcado para 12h. O reforço no esquema de segurança da Casa será definido na manhã do dia 16.

O custo da colocação do equipamento foi de R$ 20 mil, e o trabalho está a cargo da empresa de engenharia responsável pelo restauro das fachadas externas do Palácio Tiradentes. A decisão partiu da Controladoria da Alerj.

Na tarde deste domingo, havia três viaturas do Batalhão de Choque, na frente do prédio.

Uma outra estava na parte de trás do edifício. Na tarde deste domingo, ainda era possível circular pela lateral do prédio, na Rua São José, que também estava cercada.

Protestos com tumulto
A semana foi de protestos contra o pacote de medidas do governo do Estado que foi enviado à Alerj. Entre as medidas previstas, estão a suspensão de reajustes salariais já concedidos, o aumento das alíquotas de contribuição previdenciária, o desconto de 30% dos vencimentos de inativos para reforçar o caixa da Previdência estadual, o corte de gratificações pagas a comissionados, o fim de programas sociais e a extinção de órgãos públicos. Houve repressão da polícia em todos os protestos, menos o de terça-feira (8).

 

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