Assembleia e Câmara fecham por falta de quórum e com protestos

Manifestantes ocuparam cadeiras por todo plenário da AL-MS (Foto: Lúcio Borges)
Manifestantes ocuparam cadeiras por todo plenário da AL-MS (Foto: Lúcio Borges)

As vésperas da votação na eleição municipal 2016, o trabalho nas Casas Legislativas foram de pouca presença de seus membros, deputados e vereadores, que em geral não viram manifestações que ocorreram nas Casas de Lei com referencia político-eleitoral. A última sessão na Câmara de Campo Grande e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, antes da eleição, não completaram uma hora de duração e tiveram pouca participação dos parlamentares nesta quinta-feira (29). Os trabalhos foram abertos por volta das 9h30 e encerrados antes das 10h30, tendo protestos durante o pouco trabalho na AL-MS e após, do lado de fora na Câmara.

Manifestação politico-eleitoral em um “caça fantasma”, causou certa movimentação e acabou até por encerrar a sessão ordinária na AL-MS, como o Página Brazil noticiou mais cedo. Veja matéria completa, que um grupo de 15 pessoas foi até a Casa de Lei travestidos com panos brancos, lembrando a caricatura de fantasmas, em referência ao noticiado na campanha eleitoral, sobre o deputado estadual Marquinhos Trad, candidato a prefeito de Campo Grande, que seria ‘funcionário fantasma’, antes de se tornar parlamentar. A direção da Casa alegou que encerrou a sessão, por falta de quórum para deliberar a pauta do dia.

Já na Câmara de Campo Grande, que tem a eleição para seus membros, devido ao pleito eleitoral, já vinha reduzindo o tempo das sessões. E hoje, a sessão, última antes das eleições de domingo, não teve nem quórum e foi finalizada 40 minutos após o início, às 10h24, com a presença de nove dos 29 vereadores. Cinco projetos seriam votados se os vereadores comparecessem. Ao fim da sessão, o presidente, vereador Flavio Cesar (PSDB), ainda desejou ‘boa sorte nas eleições’.

CâmaraO protesto na Câmara foi até anunciado, pois antes de começar a sessão, Eurípedes Antônio dos Santos, avisou aos jornalistas que faria um protesto. Assim que foram encerrados os trabalhos, ele entrou no plenário com um galão de cinco litros de água e gritou “pela ordem”. Ao sair, ele jogou água na portaria da Casa de Leis e pelas escadas, pedindo por uma Câmara mais justa. “Hoje meu protesto é sozinho. Chega de escândalo nacional. Não dá mais para continuar como está”, dizia ele que também é candidato pelo PT a vereador.

Panorama

O protesto chamou a atenção dos guardas municipais da Casa, mas os parlamentares não acompanharam a movimentação. Ou mesmo não estavam nem presente na Casa, pois apesar de toda problemática atual da Câmara de Campo Grande, dos 29 vereadores, 26 estão querendo a reeleição.

Com exceção de Alex do PT, que concorre à Prefeitura, não disputam Airton Saraiva (DEM), Herculano Borges (SD) e Mario Cesar (PMDB).

Com mais de 600 candidatos, a concorrência ao cargo é de 22 por vaga. Cada vereador tem salário de R$ 15.031,76. Mas está aprovado na casa desde 2015 que, a partir de janeiro de 2017, o salário passe a R$ 18.956,25. Além disso, há uma verba indenizatória de até R$ 8,4 mil.

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