Aquário será concluído em 2016 e custará quase 3 vezes o inicialmente previsto

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) informou nessa sexta-feira (8), que o Aquário do Pantanal, polêmica obra idealizada durante a gestão André Puccinelli (PMDB) – que pretende ser o único do gênero no mundo a reunir a fauna aquática pantaneira em um Centro Turístico e de Pesquisa no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande -, que inicialmente tinha entrega prevista para dezembro de 2014, só será concluído em 2016. 

O valor para a construção do Aquário do Pantanal estimado em aproximadamente R$ 85 milhões quando a obra foi lançada em 2010, de acordo com o atual governo já chega à R$ 169 milhões. Outros R$ 34 milhões em verbas carimbadas pelo Legislativo do Estado já estão disponíveis, totalizando R$ 203 milhões.

No último dia 30 de abril foi publicado pelo Diário Oficial do Estado, um novo aditivo, de R$ 16.874.000, o que eleva o volume de recursos dos cofres públicos do Estado destinados à obra à marca de R$220 milhões, quase três vezes o valor inicialmente previsto.

Aquário do Pantanal
Aquário do Pantanal (Foto: Divulgação)

Azambuja anunciou que todos os contratos referentes à obra passarão por auditorias e que os recursos que ainda serão destinados ao projeto terão seus processos de liberação feitos com transparência.

Entre eles está o contrato com a Fluidra Brasil, empresa responsável pelo chamado ‘sistema de suporte à vida’ do aquário, que teve contrato inicial firmado por sete meses, ao custo de R$ 25 milhões, em maio do ano passado, e prorrogação até novembro deste ano.

Esse é o segundo termo aditivo do contrato, que já havia sido prorrogado em setembro do ano passado. Com o segundo aditivo, o total dos recursos gastos apenas com os cuidados com a fauna áquatica que ocupará os tanques do local de visitação, previsto até o momento, soma R$ 29 milhões.

A contratação da empresa está sendo questionada na Justiça por uma concorrente da Fluidra, a Terramare, que formalizou um pedido de investigação junto ao MPE (Ministério Público Estadual) em outubro, pela suspeita de irregularidades como falta de licitação e superfaturamento na contratação dos serviços. Silvio Ferreira

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