Após ter imagem trocada em notícia professor defende maior cuidado em compartilhamentos

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O professor Alex Figueiredo, de 40 anos, virou alvo de uma polêmica, quando na semana passada sua foto apareceu em compartilhamentos de uma rede social, feitos por leitores de uma matéria sobre um caso de estupro ocorrido em Campo Grande. Por um equivoco do Facebook, a foto do professor aparece na matéria publicada por um jornal online de Campo Grande e mesmo não tendo nada a ver com o assunto ele está sendo obrigado a explicar a situação publicamente.

Alex que também é humorista, blogueiro e palestrante diz que tem contado muito com o apoio e união da família e amigos e do uso do seu bom humor característico para combater uma situação que só os novos tempos de internet e ódio virtual podem explicar. “Foi uma surpresa para todos nós principalmente para mim e para minha família, o problema é que para quem não não me conhece e não sabe do meu trabalho, as vezes a gente associa a imagem com a manchete e e já faz um pré julgamento sem saber aquilo é mesmo verdade, sem fazer a leitura da matéria e verificar o reais dados”, conta.

O professor pede encarecidamente a todas a pessoas que façam uma diferenciação da imagem dele das notícias que foram propagadas e ressalta um maior cuidado a todos que utilizam a internet, para que no momento em que forem replicar notícias analisar com atenção se aquilo realmente condiz com tudo esta sendo exposto. “Isso trouxe um embate muito grande pra mim, porque como figura pública, professor, palestrante e humorista eu pude perceber que as pessoas realmente associam uma manchete a imagem”, afirma.

Quanto as atitudes a serem tomadas, Alex ressalta que ainda está fazendo um levantamento de laudo junto com seu advogado e o departamento juridico do jornal para autuar o real responsável pelo ocorrido, de modo que nao cause maiores prejuizos para ele quanto para as demais.

De acordo com o Delegado de Policia Civil, Wllington De Oliveira, mesmo o erro partindo da Rede Social, simplesmente o fato de uma pessoa compartilhar uma notícia inveridica já está cometendo um crime. “Essa replicação pode gerar um crime conta a honra da vitíma, que no caso é a calunia, a difamação, a injuria e essa propagação que é a problematica. Por isso que temos que identificar inicialmente quem é a fonte  e partindo desse principio saber se é verdade ou não essa notícia”, alerta.

O delegado afirma que o crime virtual se manifesta não através da tipifição do código penal brasileiro, mas sim utilizando o meio informatico para a pratica do crime. Wellington conta que atualmente existe uma delegacia virtual que recebe todos os tipos de crimes relacionados a essa temática, e especificamente em Mato Grosso do Sul existem pelo menos 136 unidades policiais, onde todos os delegados de policia estão aptos a iniciar uma investigação básica, inclusive solicitar medidas cautelares para retirar a notícia do ar se for o caso.

O delegado alerta a população quando ao uso consciente da internet e redes sociais, principalmente na questão da privacidade. “Hoje em dia tudo é muito rápido, principalmente a informação, e as vezes a pessoa tira uma foto e não observa que ao fundo está demonstrando jóias, o carro, a qualidade da casa, os filhos, e essa exposição é muito problemática e a gente deve tomar um certo cuidado. Nós precisamos de prevenção primaria, se for tirar uma foto tire apenas do rosto, não coloque onde você está indo porque o criminoso pode saber que naquele momento pode não haver ninguém em casa, e como sabemos a oportunidade faz o ladão, e por esse motivo que devemos dificultar a atividade do criminoso”, finaliza.

Paulo Francis

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