Após perderem casas, sobreviventes de tremor no Nepal pedem barracas

Sobreviventes das regiões mais remotas do Nepal afetadas pelo terremoto que devastou o país há uma semana reivindicam com urgência barracas para se refugiarem depois de suas casas terem sido destruídas ou parcialmente danificadas. O tremor deixou mais de 6,6 mil mortos e 14 mil feridos, segundo balanço das autoridades locais.

Família nepalesa é vista em tenda improvisada após sua casa ser destruída por terremoto em Katmandu, no Nepal (Foto: Menahem Kahana/AFP)
Família nepalesa é vista em tenda improvisada após sua casa ser destruída por terremoto em Katmandu, no Nepal (Foto: Menahem Kahana/AFP)

O governo do Nepal lançou um site no qual representantes de regiões atingidas pelo terremoto indicam a situação geral do local onde estão e enumeram suas principais necessidades. Um item se repete com frequência ao longo das listas: as barracas.

“Precisamos de umas 5 mil barracas. Mais de 6 mil famílias perderam suas casas e ainda não receberam ajuda. Construímos estruturas temporárias para eles se protegerem com o que pudemos, mas as barracas estão fazendo falta”, afirmou neste sábado à Agência Efe um porta-voz da organização “Teach for Nepal”.

Membros da ONG buscam ajuda para os moradores do distrito de Sindhupalchowk, ao norte de Katmandu, apesar de saberem que será difícil arrumar barracas, desejo de grande parte do país.

Além dos integrantes da “Teach for Nepal”, outros 150 representantes das regiões mais remotas do país escreveram suas reivindicações no portal do governo.

Um deles é Rajeev Goyal, um americano de origem indiana que trabalha em uma organização ambiental no distrito de Kavre, ao leste de Katmandu, que se uniu a um grupo de voluntários estrangeiros para prestar auxílio à população da região.

“O que precisamos de maneira mais urgente são barracas. Cerca de 150 mil pessoas perderam seus lares no distrito. Vi até 30 pessoas dormindo em pequenas barracas”, explicou Goyal à Efe, revelando que ele mesmo perdeu sua casa no terremoto.

A subsecretária-geral para Assuntos Humanitários e Operações de Emergência da ONU, Valerie Amos, disse ontem que a “maior urgência” das vítimas da tragédia é ter algum tipo de refúgio

Comentários

comentários