Após pequena turbulência com chapa, Mochi é reeleito presidente da AL-MS

Deputados discutem consenso de chapa (Fotos: Lúcio Borges)

O atual presidente da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), Junior Mochi (PMDB), foi reeleito para continuar a dirigir a Mesa Diretora da Casa, no fim da manhã desta quarta-feira (14). O titular do Legislativo foi reconduzido ao cargo para o biênio 2017/2018, em chapa de consenso, junto a praticamente toda atual direção, que trocou apenas o segundo secretário, que era o deputado Cabo Almi (PT) que foi substituído pela bancada petista por Amarildo Cruz. O pleito eleitoral parecia que seria calmo e rápido, mais demorou por quase 1h30 para iniciar a votação, pois a única chapa, quase caiu, após quebra de acordo que havia sido feito em reunião com a maioria dos deputados, substituindo nomes e aumentando vagas para a bancada do PSDB, que ensaiou até lançar candidato próprio devido estar com a maior bancada no Parlamento.

Apesar de ao final ficar a chapa apresentada pelo líder do PMDB, Eduardo Rocha, com os nomes e a então assinatura de 18 deputados avalizando a composição, a bancada dos quatro do PT e os deputados Lidio Lopes (PEN) e Marquinhos Trad (PSD) pediram a suspensão da sessão para avaliarem se teriam como apresentar uma nova alternativa. O petista Pedro Kemp ficou muito bravo e anunciou descontentamento com a quebra do acordo, que deve ter sido feito nesta manhã, com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que se reuniu com os oitos deputados tucanos e quatro peemedebistas, que apresentaram a formação da mesa diretora, escolhida em consenso – ou seja, não teria outra chapa para disputar.

“Estou descontente com o que foi feito. A politica é feita de acordos e se cumpre, se honra a palavra, ao menos de inicio da pratica do que foi negociado e aprovado. Após, se não der certo ou acontecer algo é outra estória, mas não cumprir o que havíamos combinado, não avisar ou falar agora em cima da hora. Voto a favor por que não tenho outra opção e a metade foi o que combinamos. Mas, tínhamos acordado que o PSDB teria uma vaga, voltaram atrás e deixaram continuar com três. E ainda, brigamos agora porque o deputado Lídio Lopes estava na lista e foi retirado, sem ser comunicado. Votamos para não ser relegados ainda mais no parlamento ou ficarmos como oposição raivosa, como muitos dizem”, declarou Pedro Kemp.

Assim, para os próximos dois anos (2017-2018), a mesa diretora da Assembleia terá a seguinte formação: Junior Mochi (PMDB), presidente; Zé Teixeira (DEM), 1º secretário; Onevan de Matos (PSDB), 1º vice-presidente; Grazielle Machado (PR); Amarildo Cruz (PT), 2º secretário; Mara Caseiro (PSDB), 3ª vice-presidente e Felipe Orro (PSDB), 3º secretário.

Todos contemplados, disse Mochi

O Página Brazil mostra em vídeo, que o presidente reeleito Junior Mochi gostou do resultado do consenso, apesar da aparente falta do mesmo, ratificou que foi contemplado a diversidade da Casa e dos partidos. “Conseguimos contemplar todas as forças e correntes de pensamentos que estão dentro da Casa. E essa composição final foi feita justamente procurando atender este aspectos”, resmune Mochi que amplia explicação em nosso vídeo.

Mochi mencionou ainda de como será a nova gestão, que pelo que explicou não será de mera continuidade. “O aperfeiçoamento da gestão interna, administrativa, redução de custo e eficiência do Poder Legislativo. Bem como na aproximação cada vez mais com a sociedade e em particular com segmentos que representam a população”, disse o titular da AL-MS, que discorre ainda em nosso vídeo, sobre como fará ações na pratica do dia a dia da Casa. “Por exemplo queremos garantir ao cidadão acesso pela TV aberta”, completou.

Processo

A bancada do PSDB de inicio já tinha se deparado com um problema entre deputados que divergiam ao nome do deputado Onevan na 1º vice-presidente e sugeriram que Rinaldo Modesto, líder do governo, assumisse a vaga. Contudo, os tucanos conseguiram convencer os colegas, que o partido já havia abeto mão de disputar a presidência e havia fechado com nome dele e não podiam rachar a bancada na Casa. “Nós vimos que o consenso era o melhor caminho, vimos que não tínhamos mesmo os votos necessários, porque tivemos nomes lançados, mas não se viabilizaram, até porque o presidente fez um bom trabalho e reuniu total condição para pleitear e continuar no cargo. Agora, o resto dos cargos, discutimos e o partido fechou os nomes e não podemos agora também dividir a sigla”, explicou Rinaldo.

Mochi havia garantido sua intenção de continuar na presidência por mais dois anos já no mês de outubro. No mês passado, os próprios tucanos disseram que, por manter a maior bancada, poderiam presidir os trabalhos, indicando o nome de Beto Pereira, atual líder do partido na Casa de Leis.

Mas, a discussão sempre foi em torno de um consenso, evitando a disputa entre os deputados, o que de fato ocorrerá, mas com a continuidade de Junior Mochi na presidência.
O governador Azambuja (PSDB) trabalhou para que não houvesse disputa entre os deputados, evitando um “racha” na sua base aliada. Apesar dos tucanos ter a maior bancada da Casa de Leis, com oito parlamentares, houve o acordo para que os principais cargos, continuassem com Junior Mochi (PMDB) e Zé Teixeira (DEM).

A eleição dos membros da Mesa Diretora foi feita por votação nominal e aberta, considerando-se eleita a chapa ou o candidato individual ou avulso que obtiver a maioria absoluta dos votos.

Função da Mesa

À Mesa Diretora compete a direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos da Casa de Leis. Estão entre as competências dos dirigentes do Parlamento, detalhadas na sessão II, artigo 30 do Regimento Interno: tomar providências necessárias à regularidade dos trabalhos legislativos; assinar resoluções da Assembleia; dar parecer sobre proposições que visem a modificar o Regimento Interno ou os serviços administrativos da Assembleia.

Com relação às atribuições administrativas, cabe à Mesa Diretora: dirigir os serviços da Casa de Leis; nomear, promover, exonerar e aposentar funcionários; determinar a abertura de sindicância ou inquérito administrativo; convocar e homologar concurso para provimento de cargos do quadro de servidores, bem como designar banca examinadora respectiva; autorizar despesas; assinar, promulgar e fazer publicar as emendas à Constituição e as resoluções; entre outras.

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