Após atentado, agentes penitenciários param nesta segunda-feira

A situação com a qual os agentes penitenciários de Mato Grosso do Sul estão sujeitos nos últimos meses por causa de atos realizados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) – inclusive um atentado contra o agente penitenciário Enderson Antônio Bogas Severi, de 36 anos em Naviraí – motivou a convocação para uma manifestação na segunda-feira (5) logo pela manhã.

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Servidores da categoria param atividades para exigir mais segurança, em frente ao Complexo Penitenciário, no Jardim Noroeste, em Campo Grande.

O trabalhador foi baleado no dia 31 do mês passado quando seguia para dia de expediente no presídio de Naviraí. Pistoleiros ocupavam motocicleta e dois suspeitos chegaram a ser presos horas depois. Um dos tiros entrou pelas costas e perfurou o pulmão de Enderson. Ele foi submetido à cirurgia e o último boletim médico apontava que o estado de saúde dele permanecia grave.

Além deste episódio, dias antes ocorreu rebelião no presídio da cidade e dois detentos foram assassinados. O motivo teria sido rixa entre facções criminosas. Conforme o presidente do Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária), o objetivo do protesto é chamar atenção das autoridades para a falta de segurança.

A convocação foi publicada nesta sexta-feira (2) pelo Sinsap-MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciaria do Estado de Mato Grosso do Sul), horas depois da divulgação de um alerta para os agentes penitenciários redobrarem a atenção com a segurança pessoal, devido ao clima tenso no Estado.

O PCC fez aniversário no dia 31 de agosto e, por isso, festas foram realizadas em presídios. No de Campo Grande, a comemoração contou com bebidas e até selfies feitas com aparelhos smartphones dentro das celas.

Ao chamar a manifestação, o Sinsap reforça que há falta de segurança e descontrole de aspectos disciplinares no sistema penitenciário, além de excesso de rotinas e reduzido número de servidores no setor, aumentando a insalubridade e precariedade dos serviços dentro dos presídios.

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