Após assalto em Viracopos, bandidos fazem reféns em bairro de Campinas

G1/JN

Criminosos suspeitos de participar de um roubo em Viracopos mantinham três reféns em uma casa no bairro Vida Nova, em Campinas (SP), próxima ao aeroporto, por volta das 12h20 desta quinta-feira (17). Policiais negociavam a liberação das vítimas. Outros dois criminosos foram mortos durante a fuga. Segundo a Polícia Militar (PM), 12 suspeitos estão cercados na casa.­

Resumo

  • Uma quadrilha roubou uma empresa de transporte de valores no terminal de cargas de Viracopos
  • Parte de uma carga de dinheiro foi levada (a quantia não foi informada)
  • Houve troca de tiros, e dois vigilantes foram baleados
  • Na fuga, os criminosos interditaram a Rodovia Santos Dumont (SP-075) nos dois sentidos com três caminhões incendiados. O bloqueio durou uma hora e meia; por volta das 12h, as pistas foram liberadas
  • A PM encontrou um grupo em uma casa perto do aeroporto
  • Criminosos fizeram reféns e foram cercados pela polícia
  • Dois suspeitos foram mortos
  • O aeroporto ficou fechado para pousos e decolagens das 10h às 10h20. As lojas também foram fechadas

O assalto ocorreu antes das 10h desta quinta. A PM e a Guarda Municipal interceptaram a quadrilha durante a fuga e houve troca de tiros. Três viaturas da Guarda Municipal e uma PM foram alvejadas. Um policial militar foi baleado na perna. Segundo a PM, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi chamando.

O alvo do assalto foi uma transportadora de valores no aeroporto e deixou dois seguranças baleados. Os criminosos fecharam ambos os sentidos da Rodovia Santos Dumont (SP-75), em Campinas (SP), interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (17). A via ficou interditada por uma hora e meia. Parte de uma carga de dinheiro foi roubada, e os criminosos conseguiram fugir.

Como foi o assalto em Viracopos

Os criminosos interceptaram, no pátio interno do terminal de cargas, um contêiner que carregava uma grande quantidade de dinheiro e iria ser embarcado em um avião da transportadora UPS. Para chegar até lá, usaram carros clonados. As informações são de uma de fonte ouvida pela TV Globo.

Ao menos parte da carga foi levada, segundo essa fonte. A transportadora de valores Brinks, que foi alvo do assalto, disse estar levantando as informações. Em nota, a empresa informou que “está colaborando com as autoridades competentes para apuração do ocorrido”.

A Polícia Federal disse que foram usados dois carros no crime. Um deles tinha inscrições da Aeronáutica.

Um dos seguranças foi baleado na orelha e outro na perna. O estado de saúde deles ainda não é conhecido.

Atrasos em voos

A Azul informou que, devido ao assalto, alguns voos da companhia registraram atrasos nos pousos e decolagens em Campinas.

“A Azul ressalta que o aeroporto já foi reaberto, mas lamenta eventuais aborrecimentos ocorridos a seus Clientes. A companhia reforça também que está prestando toda a assistência necessária, conforme prevê a resolução 400 da Anac”, diz nota.

Relatos de testemunhas

A vigilante Denise Morsi da Costa havia ido buscar o filho no aeroporto quando tudo aconteceu.

“Todo mundo saiu correndo, o maior tiroteio. Entramos numa empresa e ficamos até cessar, uns 10, 15 minutos. Agora a gente não pode sair do aeroporto. Segundo informações, a gente não pode sair”, contou.

O taxista Wilson Santos conta que os tiros deram início à correria. “Tiroteio, um corre-corre, de repente ficou tudo vazio aqui. Foi um barulho forte, assustou todo mundo aqui”, contou.

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