Apenas um dos quatro envolvidos no ‘Caso Erlon’ é condenado

Dos quatro homens acusados de participar do latrocínio contra Erlon Peterson Pereira Bernal, de 33 anos que aconteceu no dia 1º de abril de 2014 em Campo Grande, apenas o autor do disparo que atingiu a nuca da vítima foi condenado.

Vizinhos sentiram o odor vindo da fosse descoberta e acionaram a polícia.
Vizinhos sentiram o odor vindo da fosse descoberta e acionaram a polícia.

O juiz Marcio Alexandre Wust da 6ª Vara Criminal deu a sentença na manhã desta quarta-feira (29). Nela, ele condena apenas Thiago Henrique Ribeiro, 21 anos, que vai responder pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e adulteração de sinal identificador de veículo.

Dos quatro indiciados (apenas três foram julgados) por participação direta e indireta. Os demais foram absolvidos no crime..

erloO sentenciado deverá iniciar em regime fechado o cumprimento da sanção corporal presentemente lhe imposta, vez que condenado à pena de reclusão superior a 8 anos (CP, art. 33, §2º, ‘a’)”, consta na sentença.

Já os demais são absolvidos, segundo o magistrado, que alega na tese que, “não existem provas materiais (gravações, documentos e perícia, etc…), e nem testemunhais (testemunhas presenciais), e nem mesmo provas indiciarias” que leve a condenação dos outros. E tão logo, o magistrado pede a soltura Rafael Diogo, Jeferson dos Santos Souza e Luis Fernando Flores Valenzuela.

O advogado da acusação, Oton Nasser, disse que vai recorrer da sentença, pois considera a decisão um ‘estímulo para a criminalidade’.

CRIME

O inquérito policial apontou que Thiago marcou encontro com Erlon na rotatória das avenidas Interlagos e Gury Marques, no Bairro Doutor Albuquerque, na saída para São Paulo, dia 1º de abril do ano passado. Ele se passou por comprador do Volkwsagen Golf anunciado pela vítima na internet, e a convenceu a levar o carro até a casa onde ocorreu o assassinato, no São Jorge da Lagoa.

Na residência, Erlon se encontrou com Rafael, o Tartaruga, e a adolescente de 17 anos. Ele ficou aguardando um parecer dos bandidos que supostamente pagariam R$ 38 mil pelo veículo. Thiago entrou na casa, pegou um revólver emprestado por Jefferson e atirou na nuca da vítima que não teve tempo de reagir.

Ainda vivo, o empresário teve o corpo enterrado em uma fossa de 4,5 metros, no quintal do imóvel. Dias depois, vizinhos sentiram o odor vindo da fosse descoberta e acionaram a polícia.

Já o carro, foi levado para uma funilaria, onde foi pintado de branco e as placas trocadas.

Todos os acusados foram encontrados e presos.

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