Antônio Porto ministra a oficina “Música com Liberdade de Expressão” no CCJOG

Antonio-Porto-1a-672x372O Centro Cultural José Octávio Guizzo, unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, recebe nos dias 18 e 19 de junho, a oficina “Música com Liberdade de Expressão”, ministrada pelo instrumentista sul-mato-grossense Antônio Porto. O curso vai acontecer a partir das 14h, na sala Rubens Corrêa.

O workshop tem a intenção de despertar a liberdade e a criatividade musical nos participantes usando uma linguagem musical simples e coloquial e de fácil acesso mesmo para quem não tem uma base teórica avançada. Ele tem como alicerce, uma vasta análise do músico sobre várias vertentes musicais, e traz ao participante uma síntese do que propõe a teoria e o que soluciona a prática quando se procura um resultado eficiente e de considerável expressão musical. Nele, ministrante pretende sair dos padrões normais de workshop, que inclusive podem ser encontrados atualmente on line ao simples acesso no Youtube.

“Essas analogias entre os caminhos que se toma a música e os músicos, estão presentes na minha larga experiência de instrumentista vivenciada por várias linguagens musicais no mundo, há muito tempo. Elas surgiram com a necessidade que o profissionalismo exigiu de mim ao longo dos anos para compreender, digerir e degustar com lucidez, a miscelânia de estilos musicais de muitas culturas diferentes, para os quais tive o privilégio de ser constantemente requisitado, no Brasil e no exterior”, explicou Antônio Porto.

A ideia é sintetizar o que há de mais importante na praticidade da música. O ministrante propõe levar  aos participantes uma série de alternativas de como se pensar com simplicidade e eficiência ao se produzir arranjos, interpretar e principalmente em situações em que se exige a capacidade de improvisação. “Irei exemplificar as muitas formas de se pensar e executar, que chegaram até mim por intermédio de excelentes músicos, mestres, professores e colegas de várias nacionalidades, estilos, linguagens e sotaques dos quais eu já tive a honra de conviver e trabalhar. O fato é que, apesar da exatidão matemática da teoria musical, a música não deixa de ser uma arte abstrata e amplamente relacionada à sensibilidade e que independe de qualquer resultado que não seja o resultado sonoro”, detalhou.

Segundo o experiente artista, no mundo da música, é altamente relevante a existência e as diferenças entre o saber e a sabedoria. Nesse workshop será possível vivenciar as maiores importâncias entre essas duas diferenças , e como elas podem atuar juntamente despertando no participante a conexão que existe entre o conhecimento e o pragmatismo.

“Enfim, a principal finalidade é despertar no participante a forma descontraída de se musicar. Além de aguçar a audição, também trazer a visão para o plano da execução. Atingir mais amplitude e intensidade para a criatividade, e levar um entendimento menos complexo sobre as lógicas, regras e resultados na música”, finalizou.

Trajetória musical

Antonio Porto (também conhecido por muitos como Toninho Porto), é um músico campo-grandensse que hoje é radicado em São Paulo. Começou muito cedo a ter contato com a música, principalmente o violão, por influência do pai e do irmão mais velho. Com 15 anos de idade, já atuava como músico amador na cena musical de Campo Grande. Nesse período, desenvolveu habilidades em outros instrumentos (guitarra, baixo, bateria, teclados, bandolin…) e isso facilitou seu caminho para o prematuro profissionalismo e assim tocar com praticamente quase todos os artistas da cidade e do Estado.

Em meados dos anos 80, mudou-se para São Paulo onde compôs a banda do cantor e compositor Renato Teixeira e também a banda nordestina “Perigo Na Área”, que circulava na época tocando em praticamente todas as casas mais conhecidas da noite paulistana.

Em 1988, mudou-se pra Europa onde ficou até 1998. Nesse tempo excursionou pelo mundo inteiro com as mais variadas formações de bandas musicais. De música Africana à Música do Oriente Médio, passando pelo jazz, mpb e pela Salsa Latino-Americana, tocou nos mais importantes Festivais de Jazz da Europa e do mundo. Estudou improvisação e harmonização com músicos Europeus, Israelenses e Brasileiros, radicados na Europa, incluindo o guitarrista brasileiro Alegre Correa, ganhador do Grammy de melhor guitarrista do mundo no ano de 2004 e a Super Star Israelense Timna Brauer.

De volta ao Brasil no final dos anos 90, integrou a banda da saudosa dupla Pena Branca e Xavantinho, gravando o último CD que se tem registro da dupla, que teve a participação de Milton Nascimento. Em 2001, regressou novamente à Europa para integrar a banda do super-star austríaco Hubert Von Goisern, com quem gravou dois DVDs, e um CD intitulado IWASIG. Lá permaneceu até 2004.

De 2004 à 2008, de volta novamente ao Brasil, circulou entre as cidades de Campo Grande, São Paulo e Rio de Janeiro, tocando com artistas como Tetê Espíndola, Paulo Simões, Guilherme Rondon, entre outros, além de fazer a produção musical e arranjos para CDs, trilha sonora para filmes e propagandas de televisão.

De 2008 à 2013, trabalhou tocando baixo acústico para o artista sul-mato-grossensse Almir Sater. Desde 2013, tem trabalhado com Bianca Gismonti. Exímia pianista e compositora, filha do mestre Egberto Gismonti. Com Bianca, já excursionou pela Europa, Japão, América do Sul e muitos estados brasileiros. O trabalho de Bianca Gismonti Trio, (Com Júlio Falavigna na Bateria e Antonio Porto no baixo) já está no segundo CD. Antonio tem seu próprio estúdio atualmente em São Paulo e trabalha também como produtor musical.

As inscrições para o workshop podem ser feitas por meio do e-mail[email protected] e mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (11) 98626-6976. O valor de adesão é R$ 100,00.

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