Aneel anuncia bandeira tarifária vermelha para agosto

Lúcio Borges

Linhas de transmissão de energia, energia elétrica

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou na tarde desta sexta-feira (26), a volta de cobrança adicional, em bandeira tarifária vermelha, para o mês de agosto. A conta de energia do próximo mês será na cor máxima, no patamar 1, onde há um valor extra de R$ 4 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. A condição vinha se mantendo moderada e até sem taxas nos últimos cinco meses, que ficava na cor verde ou máximo amarelo. A bandeira verde não tem nada de acréscimo e constou em março, abril e maio.

A bandeira tarifária extra, em julho, teve a cobrança amarela, quando há um acréscimo de para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Contudo, desde o dia 21 de maio, a Aneel aprovou um reajuste no valor das bandeiras tarifárias. A bandeira amarela passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos, a bandeira vermelha patamar 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh e no patamar 2 passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos.

De acordo com a agência, a medida foi tomada pela possibilidade de aumento no acionamento das usinas termelétricas, que têm custo de geração de energia mais alto. Também pesou na decisão, a diminuição do volume de chuvas, com a chegada da estação seca. “Agosto é um mês típico da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). A previsão hidrológica para o mês sinaliza vazões abaixo da média histórica e tendência de redução dos níveis dos principais reservatórios”, disse a Aneel.

A Aneel lembra que o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Calculo

O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) e o preço da energia (PLD).

Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.

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