André tem novo indiciamento pela PF junto a ex-secretária de Educação e mais 23

Lúcio Borges

O ex-governador André Puccinelli, hoje presidente do PMDB, foi indiciado nesta quarta-feira (17), em mais um processo pela PF (Polícia Federal), que concluiu um dos inquéritos da então Operação ”Papiros de Lama”, 5ª fase da Lama Asfáltica. O peemedebista, que virou réu na última sexta-feira (12), em uma das ações da Operação, agora será novamente encaminhado a Justiça para um possível novo julgamento, juntamente com outras 24 pessoas, também indiciadas. Na semana passada foram 13 que se tornaram réus*, os quais (veja abaixo todos), novamente também foram indiciados, juntos com outros 12, que pela primeira vez tem um indiciamento, como a ex-secretária estadual de Educação, Maria Nilene Badeca. Todos sob acusações de desvios de verbas do governo do Estado, na então segunda gestão de Puccinelli.

A Justiça Federal, na sexta-feria passada, aceitou denúncia do MPF (Ministério Público Federal) contra Puccinelli, e outros 12, envolvidos na operação Lama Asfáltica, que investiga desvios de dinheiro envolvendo obras, compra de livros e incentivos fiscais. Já hoje, a ”Papiros de Lama”, chega ao inquérito final, após ter seu auge desencadeado em 14 de novembro de 2017, onde chegou a cumprir mandado de prisão preventiva contra o ex-governador; o seu filho, o advogado e professor universitário André Puccinelli Júnior, e, dos sócios do Instituto Ícone, João Paulo Calves e Jodascil Gonçalves Lopes.

A ”Papiros de Lama” , teve um inquérito com sete volumes e foi encaminhado para a 3ª Vara Federal de Campo Grande, que apesar de ser a responsável pelo julgamento da maior operação de combate à corrupção em Mato Grosso do Sul, segue sem juiz titular e substituto. O último nomeado para a unidade, juiz Fábio Magajewski Luparelli, emendou férias em licença para estudos e não vai retornar mais. Com a conclusão da investigação pela PF,o inquérito segue para manifestação do procurador regional da República, Davi Macucci Pracucho, que decidirá se pede novas diligências ou denuncia o grupo à Justiça.

Como mencionamos acima, que há nomes já réus, indo a algum julgamento, outros indiciados em outras fases da Lama Asfáltica surgem novamente nesta etapa, como Micherd Jafar Júnior, dono da Gráfica Alvorada, João Amorim, da Proteco, João Roberto Baird, da Itel Informática, e o ex-deputado federal e ex-secretário de Obras, Edson Giroto.

Confira os 25 indiciados pela Polícia Federal

  • André Puccinelli … * já réu a partir de 12 de janeiro *
  • Maria Nilene Badeca da Costa
  • Jodascil da Silva Lopes
  • Micherd Jafar Júnior
  • Rossana Paoschi Jafar
  • André Luiz Cance
  • Ivanildo da Cunha Miranda
  • João Amorim dos Santos – * já réu a partir de 12 de janeiro *
  • Elza Cristina Araújo dos Santos – já réu a a partir de 12 de janeiro *
  • André Puccinelli Júnior
  • João Roberto Baird
  • Antônio Celso Cortez
  • João Maurício Cance
  • Jodascil Gonçalves Lopes
  • João Paulo Calves
  • Edson Giroto – * já réu a a partir de 12 de janeiro *
  • Edmir Fonseca Rodrigues – * já réu a a partir de 12 de janeiro *
  • Luiz Mário Mendes Penteado
  • Domingos Sávio de Souza Mariuba
  • Maria Wilma Casanova Rosa – * já réu a a partir de 12 de janeiro *
  • Wilson Cabral Tavares
  • Luiz Cândido Escobar – * já réu a a partir de 12 de janeiro *
  • José Márcio Mesquita
  • Flávio Miyahira
  • Hélio Yudi Komiyama – * já réu a a partir de 12 de janeiro *

Operação Papiros de Lama cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em novembro 

Os materiais apreendidos podem levar a abertura de novos inquéritos, como ocorreu nas fases anteriores, como Fazendas de Lama e Máquinas de Lama. Só a Operação Aviões de Lama não teve desdobramento porque era focada na venda de aviões apreendidos pela Justiça por Amorim e Giroto.

O MPF já protocolou seis ações penais na Operação Lama Asfáltica, sendo cinco contra Giroto. Puccinelli só tem uma até o momento. Amorim é réu em três ações. Conforme informações divulgadas até o momento, a Justiça Federal determinou três bloqueios dos acusados de integrar a organização criminosa, que somam R$ 303 milhões.

Puccinelli rechaça as denúncias e garante que vai provar a inocência. Ele pretende usar a campanha eleitoral a governador para se defender das denúncias. No entanto, a cada nova operação, a situação do peemedebista se deteriora perante o Poder Judiciário. Em julho de 2015, o juiz Dalton Kita Conrado negou o pedido do MPF e da PF para decretar a prisão do ex-governador.

Em maio de 2016, a juíza substituto Monique Marchioli Leite, determinou a condução coercitiva para o peemedebista ser ouvido pelo delegado. Na ocasião, ele informou os repórteres que teria ido fazer uma “visita de cortesia” para saber porque os policiais federais fizeram busca em seu apartamento.

Em maio do ano passado, a mesma juíza determinou a colocação de tornozeleira no peemedebista na condição de pagar fiança de R$ 1 milhão. Ele chegou a ser monitorado por uma semana enquanto a Justiça divergia se o dinheiro poderia ser retirado ou não do patrimônio bloqueado no ano anterior. O TRF3 mandou tirar o dinheiro das contas bloqueadas e o fim do monitoramento eletrônico.

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