Amigos e familiares de Adriano querem que PRF pague pelo que fez

Paulo Francis

Passeata seguiu pela Avenida Afonso Pena até o local do fato. (Foto: Paulo Francis)

Cerca de 150 pessoas participaram da manifestação que pediu justiça pela morte do empresário Adriano Correia do Nascimento, assassinado pelo policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, de 47 anos, após uma briga de trânsito, em Campo Grande.

A concentração iniciou às 15h, na Praça Ary Coelho, e contou com a presença de amigos, funcionários e várias outras pessoas que não conheciam Adriano, mas que se comoveram com o caso.

O grupo, que vestia camisetas brancas, sendo grande parte com a foto do empresário, realizou uma oração de mãos dadas próximo ao chafariz da praça e de lá seguiram em passeata até o local onde ocorreu o fato.

Por todo o trajeto o grupo bradava palavras de ordem como: “ Queremos Justiça, Não foi Legítima Defesa, Ricardo na Cadeia, Assassino, Ele não Merecia”, entre outros dizeres.

Erica(da esquerda), junto com outros funcionários e amigos do empresario morto. (Foto: Paulo Francis).

A funcionária de Adriano e amiga a mais de 10 anos, Erica Ribeiro, 40 anos, contou ao Página Brazil que jamais pode imaginar que aconteceria uma tragédia dessas na vida do empresário e está muito difícil de aceitar e compreender a partida dele.

“Eu o conhecia desde a época em que trabalhávamos no Comper, ele sonhava em abrir seu próprio negócio e foi com o acerto de lá que ele começou no ramo do sushi. Nós no falamos antes um pouco antes do acidente, ele estava muito feliz, estávamos combinando de passarmos o ano novo juntos na casa de um amigo, só os mais íntimos mesmo, até agora não consigo acreditar. Com certeza esse covarde não pode ficar impune”, desabafa Erica.

Mesmo sem conhecer o Adriano, Regina fez questão de participar da manifestação. (Foto: Paulo Francis)

A acadêmica de administração Regina Mugarte, 24 anos, alegou que não conhecia a vítima, mas fez questão de participar da manifestação devido a grande comoção que o caso causou.

“Eu não conhecia o Adriano, mas fico pensando como se fosse alguém da minha família. É um absurdo, só porque o Ricardo é policial ele teve um monte de regalias, com um várias pessoas acobertando. Não desejo o mal de ninguém, mas acredito que ele tem que pagar pelo que fez”, destaca a estudante.

Já no local os fatos todos se reuniram em volta do poste onde o veículo do colidiu após os tiros e de mãos dadas oraram novamente.

Tio de Adriano teme que PRF seja solto novamente e diz de justiça do Brasil é falha. (Foto: Paulo Francis)

O tio de Adriano, Jurandir de Lima, 51 anos, ressaltou o fato do policial estar apenas sob prisão preventiva e poder ser solto novamente a qualquer momento, além seu inconformismo com a justiça do Brasil.

“Queremos que o Ricardo continue preso até o julgamento, e depois que pague por tudo que fez como um cidadão comum. Eu fico indignado com essa justiça que muitas vezes é falha, se fosse eu que tivesse matado alguém, ou se eu tivesse matado um policial, com certeza já estaria metralhado”, finaliza.

Confira as fotos:

Fotos: Paulo Francis

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