Amiga de infância planejou morte de manicure por ciúmes

Suspeita de assassinar com dois tiros a manicure Jennifer Nayara Guilhermete de Morais, de 22 anos, a jovem Gabriela Antunes Santos, também com 22 anos, era amiga de infância e estaria com ciúmes da vítima. O delegado Alexandre Evangelista, titular da 2ª Delegacia de Polícia, ressaltou que a mulher armou uma emboscada para a manicure e possivelmente fugiu do estado.

Gabriela, apontada como mentora da morte de Jeniffer, está foragida e teria agido por ciúmes do companheiro Foto Paulo Francis
Gabriela, apontada como mentora da morte de Jeniffer, está foragida e teria agido por ciúmes do companheiro Foto Paulo Francis

“Nós ficamos surpresos, pois até o momento descartamos qualquer envolvimento do marido dela. Ao que parece, a suspeita armou a trama e ainda debochou da vítima durante o trajeto até a cachoeira onde ela foi encontrada morta. Assim que entrou na avenida Euler de Azevedo, Jennifer começou a estranhar o que estava acontecendo, mas a suspeita dava risada e dizia que mais para frente iria ver o que aconteceria”, afirmou o delegado.

Pela versão da adolescente, Alisson Patrick Vieira, companheiro de Gabriela e primo dela, a teria chamado para fazer uma faxina na casa do casal na sexta-feira (15). Quando limpava o imóvel, a Gabriela chegou e pediu que ela fosse junto procurar Jeniffer, que ambas iriam resolver um mal entendido.

À adolescente, Gabriela teria reclamado de um boato de que Alisson e Jeniffer haviam tido um caso, quatro anos atrás, e teriam supostamente reatado recentemente. Para “resolver o problema”, Gabriela pretendia contar com a ajuda de outras amigas, uma delas Emilly, além de outra, identificada apenas como Jack e que, até onde a polícia apurou, não participou do crime.

Jeniffer foi apanhada por Gabriela e a menor em uma casa no Vida Nova, onde ela trabalhava na tarde de sexta. Seguiram em um Sonic branco, com placas de São Paulo, à casa de uma mulher identificada como Vérsia, que ajudaria Gabriela a “dar um corretivo” na manicure.

Delegado Alexandre Evangelista Foto Paulo Francis
Delegado Alexandre Evangelista Foto Paulo Francis

Como a mulher se recusou a ir junto, as três se deslocaram para a casa da Emilly, que se juntou ao grupo. Em certo ponto do trajeto, já em outro lado da cidade, na avenida Euler de Azevedo, Jeniffer teria começado a questionar o grupo, negando que teria algum envolvimento com Alisson.

“Não tem, então vamos um pouco mais pra frente, que você vai ver o que vai acontecer com você”, teria dito Gabriela, ainda segundo a versão da adolescente.

Também conforme o depoimento da jovem, na região do Inferninho, Gabriela, armada com um revólver calibre 38, Emilly e Jeniffer desceram do carro. A adolescente disse que escutou o barulho de dois disparos, desceu do veículo e fez o caminho de volta a pé.

Depois, Gabriela e Emilly pegaram ela no meio do caminho e todas foram quietas dentro do carro. Na única interrupção, Gabriela teria dito: “fiz o que eu queria e estou satisfeita”.

O delegado informou que o inquérito policial aberto é de homicídio duplamente qualificado por emboscada e motivo torpe contra Emilly Karoliny Leite e Gabriela Antunes Santos, que também está sendo indiciada por porte ilegal de arma.

Na casa de Gabriela foram encontrados também três cartuchos calibre .38. A mãe da jovem afirmou, em depoimento, que ela assumiu o crime e decidiu fugir para a Bahia.

“Vamos pedir o apoio da polícia de outros estados para localizá-la”, explicou Evangelista, que está trabalhando em conjunto com o delegado Márcio Shiro Obara, titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios.

Até agora, a adolescente de 16 anos, que tem grau de parentesco com Gabriela, era arrolada como colaboradora. Diante da versão de Emilly, pronunciada na tarde desta quarta primeiramente para a imprensa, a menor pode ser indiciada.

Emmily cumpre prisão temporária (30 dias), enquanto Gabriela é foragida.

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